Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Estado vai negociar com 11 categorias

14 de junho de 2013
O secretário de Administração estadual, Décio Padilha, disse ontem estranhar a reação dos servidores que estão prometendo fazer uma série de protestos – coincidindo com a época da Copa das Confederações, que começa sábado e acaba no dia 30 de junho – para reivindicar melhorias salariais e das condições de trabalho. "Pernambuco tem 29 categorias com representantes sindicais. Já fechamos acordos com 18 delas e vamos nos reunir, até o final de julho, com os que representam as 11 categorias que ficaram sem acordo", disse.

Ele se manifestou sobre o assunto um dia depois que o coordenador do Fórum dos Servidores Estaduais, Paulo Rocha, falou, numa matéria do JC, que seriam realizados protestos e da insatisfação dos servidores de algumas secretarias, como os da Administração, o pessoal que ocupa cargos administrativos da Educação, os do Detran e os setores de vigilância. Antes de publicar a reportagem, o JC procurou a assessoria do Palácio das Princesas que informou que a Secretaria de Administração não se pronunciaria sobre o assunto anteontem.

 
"Também estranhamos essa reação, porque informamos que só poderíamos ter uma definição para os que estão sem acordo depois que fosse publicado o resultado do último quadrimestre, que ficou pronto no último dia de maio".
 
Segundo Padilha, o Estado de Pernambuco implementou uma política de pessoal que garantiu um reajuste médio de 88,36% de janeiro de 2007 a dezembro de 2012, contemplando todas as categorias. Nesse período, a inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 38,41%.
 
Ele falou que o Estado concedeu outros benefícios aos servidores que geraram mais despesas, como o vale-refeição que foi reajustado em 40%, aumentando o número de servidores contemplados, que saíram de 58 mil para 88 mil. "Fizemos uma desoneração de 4% do vale-transporte, em três faixas diferentes 0,5%, 1% e 1,5% dependendo do cargo do servidor", contou. Todos os números acima se referem ao período de 2007 a 2012.
 
Padilha argumentou que foram realizadas seis reuniões da mesa geral de negociação – formada por secretários do governo do Estado – com os representantes dos servidores este ano. "Estamos abertos às negociações", declarou. Ele acrescentou que dos 133 mil servidores ativos só 600 estão com o rendimento menor do que o salário mínimo e, por isso, recebem um abono complementar. "Eles correspondem a 0,45% de todos os ativos. Iniciamos uma análise caso a caso para verificar porque isso ocorre", concluiu. 

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias