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Estado vai construir centro de capacitação

26 de outubro de 2008


Um dos entraves para melhorar o rendimento do funcionalismo público está no espaço físico para efetuar os treinamentos. Mas, para 2009, a previsão é de início da construção do centro de treinamento, com área para 20 salas, podendo capacitar sumultaneamente 400 servidores, segundo o secretário Paulo Câmara. “Hoje, a Escola de Governo depende da disponibilidade de salas da UPE. Não é o correto. Vamos melhorar com o centro de treinamento”. O investimento previsto do Estado é de R$ 2 milhões.

Outro local usado para capacitar são duas salas na sede do Instituto de Recursos Humanos (IRH). E, por melhor que seja a intenção, percebe-se, na prática, que o alcance atual de tais iniciativas ainda é pequeno. De acordo com o IRH, em 2007, mil servidores passaram por algum tipo de treinamento ofertado pelo governo, com aulas realizadas na própria sede do órgão. Este ano, outros mil devem passar pelas salas de aula.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindiserpe), Renilson Oliveira, reforça a necessidade de levar o treinamento para o interior do Estado. “Ainda é muito pouco. Estimamos que ainda existam servidores até analfabetos”, diz ele. Outro fato é a ausência de concursos para as chamadas áreas meios – o último foi em 1990 –, impedindo a natural oxigenação do sistema público, algo que vem ocorrendo no governo federal, diante das vagas que se abriram nos últimos anos. A presidente do IRH, Ana Cavalcanti, rebate e diz que já levou para alguns municípios do interior o treinamento. “Lembro de um caso em Limoeiro de um servidor que nunca, em mais de 20 anos de serviço público,tinha recebido treinamento e estava agora na sala de aula”.

Os servidores da Secretaria da Fazenda também já conseguiram se inserir nas áreas preocupadas com a qualificação do servidor. Segundo a diretora da Escola Fazendária (Esafaz), Marília Moura, em 2007 foram 150 eventos visando melhorar o entendimento entre o servidor e a função que ele exerce. “Em 2004 foi implantado o curso de promoção, nele o fazendário passa por um treinamento, faz uma prova e os dados do resultado obtido seguem para o departamento pessoal para ser utilizado para promoções”, explica Marília Moura. Ela ressalta que aulas à distância também estão sendo usadas para a melhoria do quadro.

ESTATÍSTICA

O mais recente censo dos servidores do Estado, realizado entre abril e agosto deste ano, dá um pouco o sintoma do quadro atual. De acordo com as informações prestadas pelos funcionários, o cenários é o seguinte: 294 apresentaram-se sem instrução, 5.745 com ensino fundamental incompleto, 4.417 possuem fundamental completo, 4.347 têm ensino médio incompleto, 28.408 com médio completo, 2.802 com nível técnico incompleto. Outros 8.573 possuem o nível superior incompleto, contra 41.687 com superior completo. 23.664 já fizeram especialização e outros 2.982 com mestrado.

 

 

Fonte: Jornal do Commercio

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