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Estado e servidores iniciam negociações
8 de janeiro de 2011
Augusto Leite
O Governo do Estado se reuniu, ontem, com as lideranças do funcionalismo público e o consenso de ambos os lados foi de que as mesas de negociação precisam ser aperfeiçoadas. Enquanto ainda é cedo para discutir reajustes salariais – apesar de a data base para firmá-lo ser daqui a menos de seis meses – o debate ficou em torno do salário mínimo e do descongelamento de Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Os servidores reivindicam uma tabela de remunerações própria para evitar que fiquem reféns de uma política federal.
“Queremos que o Governo nos valorize e que a mesa funcione como deve. Vez por outra é anunciada uma concessão de benefício que não foi tratado na negociação, o que desvaloriza a mesa. Outro problema que ocorreu em outros anos é que o Estado dizia que só tinha um determinado valor para dar, ao invés de fazer uma contraproposta com possibilidade de discussão”, criticou o coordenador geral do Sindicato dos Servidores Estaduais (Sindserpe), Renílson Oliveira.
O novo secretário de Administração, Ricardo Dantas, reconheceu a necessidade de aprimorar o processo, o deixando mais objetivo e produtivo. Em relação ao salário mínimo, o gestor disse que não é viável pensar em uma solução definitiva até que o reajuste seja confirmado. Dessa forma, fica em aberto a chance de o Governo cobrir a diferença por meio de abonos, o que não agrada o funcionalismo.
“Recebemos o Estado com 17 mil servidores recebendo valor inferior ao mínimo e hoje não tem nenhum. Foi cogitado na reunião se os funcionários seriam alcançados por essa defasagem e nós não temos condição de dar essa resposta hoje. Mas a Constituição garante que o trabalhador não receba abaixo do mínimo”, afirmou Dantas.
Comenta-se que o encontro foi recheado de “justificativas” sobre o aumento de 51% para os cargos comissionados, aprovado na Assembleia Legislativa. Todas as representações do Executivo presentes teriam se manifestado. “É uma política de transparência que temos com as readequações financeiras. Estranho seria não mostrar a conta”, defendeu o secretário. Este ano, também se espera maiores avanços na reforma do Estatuto do Servidor Público, firmado em 1968 e que está na pauta desde 2007. O valor da folha de pagamento do Estado é da ordem de R$ 480 milhões.
Fonte: Folha de Pernambuco
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