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Entre de férias sem problemas
17 de junho de 2013Aguardado por 10 entre 10 brasileiros, o período de férias é sinônimo de descanso, relaxamento e diversão. Enquanto algumas pessoas aproveitam este tempo longe das obrigações diárias para ficar em casa sem fazer nada, muitos decidem viajar e conhecer novos lugares. Seja qual for o seu destino, é preciso estar atento para que o período, que deveria ser de sossego, não se transforme em uma nebulosa tempestade.
Se você for viajar, a dica é se planejar com muita antecedência. Além de aproveitar pacotes com preços mais em conta, a variedade de opções também é maior. Depois de escolhido o destino, é hora de comprar a passagem. Neste momento, é preciso ter muito cuidado com a operadora de turismo que está vendendo o serviço. “O consumidor precisa ter certeza de que aquela empresa é confiável. Para isso, é importante que ele busque referências com clientes que já utilizaram os serviços”, orienta o advogado da Proteste, David Passada.
Uma boa ferramenta é o Cadastur, sistema online do Ministério do Turismo. De acordo com Passada, as agências de turismo e outras empresas do ramo precisam estar cadastradas (ver quadro). “Se não houver vínculo algum, não é aconselhável continuar a negociação com a empresa”, orienta. Para checar se há algum processo contra a empresa, vale a pena entrar no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE).
Se você é daqueles que adora a comodidade oferecida pela internet e gosta de comprar todos os serviços pela rede, é bom ter cuidado. “É importante observar se aquele site possui certificado de segurança que garanta a confidencialidade das informações repassadas”, diz o coordenador geral do Procon Pernambuco, José Rangel. Desconfie sempre de páginas que não apresentam telefone de contato, e-mail, nem divulgam o endereço físico.
Na hora de contratar o serviço, o consumidor precisa estar atento às cláusulas que informam sobre as condições de pagamento e cancelamento. Segundo Passada, o ponto que mais gera discussão é a multa aplicada em caso de desistência. “Algumas empresas estipulam valores de 20% a 40% do valor total. Entendemos que qualquer valor acima de 10% já se configura como abusivo”, diz.
A funcionária pública Rosa Virgínia Breckenfeld, 45 anos, aproveita o período de férias escolares e, há 12 anos, matricula o filho em uma colônia de férias. “Pesquisei muito antes de colocá-lo lá. Fui a diversos locais pessoalmente e verifiquei a infraestrutura oferecida e se os funcionários eram qualificados para trabalhar com crianças”, lembra.
E ela fez certo. “Os pais devem, sempre que possível, visitar o local pessoalmente para conhecer a estrutura do local. Não se pode entregar o filho a um estranho”, enfatiza Rangel. É preciso estar atento também ao contrato assinado, que discrimina todos os serviços que serão oferecidos aos pequenos.
Saiba mais
Cuidados que devem ser tomados ao planejar as férias
Não feche contrato com a primeira agência que encontrar. A pesquisa de preços é sempre importante.
Na hora da contratação, fique atento às cláusulas que estabeleçam preços, formas de pagamento e cancelamento do serviço.
Verifique se a agência de turismo na qual você comprou o pacote é legalizada. O Cadastur, sistema online do Ministério do Turismo, permite que você acesse informações de agências, hotéis, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, parques temáticos, acampamentos turísticos e guias de turismo.
Caso você decida matricular seu filho em uma colônia de férias, visite o lugar pessoalmente e procure referências com outros pais.
Fonte: Diario de Pernambuco
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