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Entidades vão pressionar por aumento maior

18 de fevereiro de 2008

As entidades sindicais dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pressionarão o governo federal para garantir um reajuste acima da inflação para quem recebe mais de um salário mínimo. Na quarta-feira da próxima semana, os sindicalistas se reunirão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro da Previdência, Luiz Marinho, e colocarão o assunto em pauta.

Pelas atuais regras adotadas pela Previdência, as aposentadorias no valor acima do mínimo são reajustadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Pelas previsões deste ano, o aumento deverá ficar em torno de 5%.

O aumento deste ano será concedido a partir dos benefícios de março, pagos em abril.

O INPC utilizado será a variação observada entre março do ano passado e fevereiro deste ano.

No dia 24 de janeiro, os sindicalistas estiveram com o presidente Lula e pediram pelo aumento acima da inflação. “Queremos recuperar o poder de compra das aposentadorias. O INPC não cobre o aumento no preço dos medicamentos, dos planos de saúde, do condomínio das tarifas públicas”, critica João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical.

A luta dos aposentados ganha reforço no Congresso Nacional. Na última quarta-feira, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 42/2007 com a Emenda nº 01, do senador Paulo Paim (PT), garantindo o mesmo percentual de aumento para todos os aposentados, independentemente do valor do benefício.

AUMENTO – O reajuste aplicado para quem recebe um salário mínimo é o mesmo concedido anualmente para corrigir o piso nacional, que historicamente tem subido mais do que a inflação.

No País, existem cerca de 8 milhões de beneficiários do INSS que recebem acima do salário mínimo e outros 17 milhões com benefício igual ao mínimo.

Benedito Marcílio, presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), ressalta que essa diferença de tratamento fará com que todo aposentado passe a receber somente o mínimo.

As perdas salariais são calculadas em 70% nos últimos 12 anos. O Orçamento da União prevê um mínimo de R$ 408,9 este ano, uma variação de 7,6%.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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