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Enterrado projeto de supersalário

27 de agosto de 2009

O polêmico projeto de lei que acabaria com o limite de R$ 17 mil – teto do Executivo – para 352 servidores da Secretaria da Fazenda (Sefaz) foi enterrado de vez na Assembleia Legislativa. Em uma votação que uniu oposição e base governista, ontem, 32 deputados aprovaram por unanimidade a decisão do governador Eduardo Campos, que, no dia 3 de julho passado, vetou a proposta por “falta de conveniência e interesse público”.

O que se apelidou de supersalário, na realidade, foi uma proposta de mudança para os fazendários considerada uma regalia: a exclusão do teto de R$ 17 mil da GRG, sigla de uma gratificação recebida pelos auditores da Fazenda de acordo com o alcance de metas de arrecadação de ICMS. Com isso, servidores do Fisco, hoje uma das categorias mais bem renuneradas do Estado, ganhariam até R$ 23 mil. A proposta foi apresentada pela base governista na Assembleia, que, no dia 29 de junho, aprovou por 27 votos a cinco a mesma medida que, ontem, enterrou.

Líder da oposição, o deputado Augusto Coutinho (DEM) ressaltou que os oposicionistas acompanharam o veto de Eduardo Campos justamente por ter se posicionado contra os supersalários desde que o assunto veio à tona (leia matéria abaixo). “Se ele (o governador) tivesse nos ouvido, teria evitado esse constrangimento de seu líder do governo (Isaltino Nascimento, PT, que assinou a proposta e ontem acompanhou o veto)”, comentou o deputado.

“Não tem nenhum constrangimento. Quem faz política tem que estar acostumado às ações e à realidade do coletivo”, retrucou Isaltino.

Fonte: Jornal do Commercio

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