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Energia mais cara em 2014

21 de dezembro de 2013

BRASÍLIA e RECIFE – O preço da gasolina deve subir 5,4%, este ano, e ficar estável, em 2014, de acordo com projeção do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem, pelo Banco Central (BC). O BC também projeta para este ano um aumento de 6,2% nos preços do botijão de gás e queda de 0,9% nas tarifas de telefonia fixa e de aproximadamente 16% nos preços da energia. Já para o próximo ano, a estimativa é de estabilidade nos preços do botijão de gás e da telefonia fixa. No caso da energia elétrica, a perspectiva é de aumento de 7,5%. No geral, os preços administrados vão subir 4,5% no ano que vem.

Já nos cálculos da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), o reajuste da conta de luz no próximo ano vai variar de 4,2% a 13,1%. Esses percentuais não incluem a inflação, mas apenas as despesas a mais que as distribuidoras terão para comprar e levar a energia até o consumidor final. No entanto, confirmam a previsão feita pelo BC.

Para fazer as previsões acima, a Abradee levou em consideração o fato de que o aumento das despesas – da ordem de R$ 1 bilhão – resulta num reajuste de um ponto percentual na tarifa de energia. Segundo a entidade, o impacto das despesas das empresas pode ficar entre R$ 4,2 bilhões e R$ 13,1 bilhões, não considerando a inflação. Esses valores incluem custos que as distribuidoras poderão ter ou não.

Por exemplo, as tarifas não subiram muito para o consumidor final em 2013 porque o governo federal bancou uma despesa de R$ 9,6 bilhões, que foram usados para pagar a produção das usinas térmicas durante grande parte do ano. Esses recursos saíram da Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE), um encargo pago por todos os brasileiros na conta de luz.

Em 2014, não se sabe se as despesas extras com a compra de energia pelas distribuidoras no mercado de curto prazo vão ser bancadas pela CDE. O mercado de curto prazo está com o preço da energia em alta. Geralmente, o reajuste da conta é calculado somando todas as despesas (das distribuidoras) e dividindo por todos consumidores.

O estudo da Abradee aponta que as distribuidoras terão que comprar cerca de 3,5 mil MW médios no mercado de curto prazo em 2014, o que pode significar uma despesa extra de R$ 3,9 bilhões. Esse total foi de 2,3 mil MW este ano.

O adiamento das bandeiras tarifárias também pode trazer um custo a mais de R$ 3,2 bilhões para as distribuidoras no próximo ano. A bandeira tarifária é um mecanismo que permite repassar para a conta mensal do consumidor a alta no preço da energia. Como o próximo ano é eleitoral, essa cobrança, mais uma vez, foi adiada.

Fonte: Jornal do Commercio

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