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Emprego tem queda histórica

18 de julho de 2014

A criação de vagas formais de emprego no mês de junho de 2014 (25.363) registrou o pior saldo para o período desde 1998, quando foram registradas 18.097 novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse resultado significa uma queda de 83,9% ante o mesmo mês de 2013 (158.069) pela série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo determinado pelo MTE. Sem o ajuste, o recuo é de 79,5%.

No primeiro semestre de 2014, foram 588.671 novos postos de trabalho formal. É o menor saldo para esse período do ano desde 2008 (397.936 vagas). O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, responsabilizou a Copa do Mundo pela geração menor de vagas, tanto por causa da queda no consumo nos dias de jogos como pelo que ele chamou de pessimismo em relação à realização do torneio.

O setor da Agricultura foi o responsável pela maior geração de novas vagas em junho, com 40.818 postos, por motivos sazonais. Em seguida, ficou o setor de Serviços, com 31.143 postos. Já a indústria de transformação respondeu pela maior quantidade de demissões no mês, com o fechamento de 28.553 vagas. Foi o terceiro mês consecutivo de desligamentos.

Em relação ao ranking da criação de vagas por Estado, Pernambuco ocupa a 11ª posição, com 466 novas vagas, um crescimento de 0,03% em relação ao mês de maio. O número positivo foi resultado da expansão do emprego nos setores da Agropecuária, com 1.680 novos postos, e dos Serviços, com 1.058 vagas. O saldo desses dois setores superaram a redução de 2.234 postos na Construção Civil.

O diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, explica que os números de junho em relação a maio foram positivos, mas, se for levado em consideração todo o semestre, o resultado não é bom. "Todo o primeiro semestre do ano é péssimo para Pernambuco por causa da sazonalidade, pois a safra começa, geralmente, em agosto ou setembro", diz. Ainda de acordo com ele, nos últimos 12 meses, houve crescimento de 1,51% no número de empregos formais. "De junho de 2013 a julho de 2014, foram gerados quase 20 mil postos. A partir de agosto, o número de vagas tende a aumentar e a tendência é que Pernambuco saia desse quadro negativo", avalia.

Fonte: Jornal do Commercio

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