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Emprego tem pior saldo em 10 anos

22 de janeiro de 2014

BRASÍLIA – A criação de empregos com carteira assinada desacelerou no ano passado e registrou o pior índice desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao Palácio do Planalto dando início ao comando petista do governo federal. Apesar da queda em relação a 2012, atribuída à desaceleração da economia, o País acrescentou mais de um milhão de novos postos formais ao mercado de trabalho.

Segundo o Ministério do Trabalho, 1,117 milhão de vagas foram criadas em 2013, o pior resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em dez anos. O governo avalia que o mercado de trabalho permanece aquecido e estima a criação de 1,4 milhão a 1,5 milhão de novos postos neste ano.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, o Brasil está criando "empregos (em quantidades) razoáveis" em comparação com os outros países. "Aí está o milagre brasileiro. O mundo todo está querendo saber como nós conseguimos, em paralelo a toda essa crise, gerar empregos", afirmou.

O resultado do ano passado só foi melhor que o verificado no ano de 2003, quando foram geradas 821,7 mil novas vagas. Na comparação com 2012, quando foram criadas 1,37 milhão de vagas, o resultado de 2013 teve queda de 18,6%. O dinamismo dos empregos deve ser usado pela presidente Dilma Rousseff como bom resultado das políticas de seu governo na campanha à reeleição neste ano.

"O mercado de trabalho continua abrindo vagas porque, apesar de ser num ritmo menor, a economia continua crescendo", afirmou Flavio Serrano, economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank (Besi Brasil). O ritmo menor de geração de empregos, segundo o especialista, resulta de uma acomodação marginal do mercado de trabalho com um menor crescimento da economia, mas continua forte o bastante para dar vigor ao consumo.

LÍDERES

O setor de serviços foi o que mais abriu vagas no ano passado, com saldo de 546,9 mil postos, seguido por comércio, indústria e construção civil. A agricultura contabilizou aumento marginal, de 1,8 mil novos empregos. Os dados vão na contramão das políticas de incentivo do governo federal, que concentrou cortes de impostos e linhas especiais de financiamento a juros subsidiados para o setor de manufatura. Os serviços, por outro lado, se beneficiam de maior número de consumidores e maior renda no País.

Fonte: Jornal do Commercio

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