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Emprego: construção e serviços em queda

25 de julho de 2014

A desmobilização dos canteiros de obra no Complexo de Suape aumentou o número de dispensas no setor da construção civil e de serviços prestados a empresas, além de diminuir o rendimento dos trabalhadores desses dois segmentos econômicos, mostra a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) referente ao mês de junho, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora a construção tenha demitido no mês passado 12 mil pessoas e o setor de serviços prestados a empresas outras 13 mil, esse movimento não foi suficientemente forte para afetar a taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR). A desocupação em relação a maio até diminuiu um ponto percentual, passando para 6,2% e se manteve estável na comparação anual com junho de 2013.

"O número de pessoas ocupadas na RMR se expandiu em 14 mil pessoas e os desocupados registraram queda de 17 mil. Ou seja, cresceu o contingente de ocupados e reduziu o desemprego", disse a pesquisadora da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Segundo ela, houve migração de postos, ou seja, quem foi demitido num setor, conseguiu ser absorvido em outros. "O que a gente percebe é o setor de outros serviços – que engloba alimentação, hospedagem, transporte, armazenamento e serviços pessoais – expandiu em 30 mil postos no mês. Boa parte dessa expansão não foi apenas contratando novas pessoas, mas também trazendo trabalhadores da construção e serviços prestados a empresas", comentou.

Com relação aos rendimentos, os trabalhadores da construção e de serviços prestados a empresas também tiveram as maiores perdas. No mês o rendimento médio dos trabalhadores da construção civil caiu de R$ 1.322 para R$ 1.229, numa redução de 16,8% no mês e de 7% no ano. No outro segmento a queda foi de 2,9% na comparação mensal e de 7,8% na anual. Serviços domésticos também apresentou redução do pessoal ocupado em 4,6% no comparativo anual e aumento de 4,5% no mês. Já a remuneração aumentou em 5,6% em 12 meses.

O pessoal absorvido por outros serviços entrou ganhando menos 1,7% em relação ao ano passado e os trabalhadores da indústria apresentaram redução de rendimento. Comércio e o setor de educação, saúde e administração pública pagaram mais 13% na comparação anual.

Em junho a população ocupada na RMR era de 1,593 milhão de pessoas, ou 47% da população economicamente ativa. Os desocupados somavam 105 mil trabalhadores.

GREVE

A greve no IBGE interrompeu, pelo segundo mês consecutivo, a divulgação do resultado completo da PME. O protesto dos servidores, que já dura dois meses, comprometeu a média de desemprego de junho, calculada a partir de resultados das seis regiões metropolitanas do País, porque faltaram dados de Salvador e Porto Alegre. O instituto projeta divulgar em breve, em data ainda não divulgada, os dados das duas regiões e a média das seis áreas de maio e junho.

Fonte: Jornal do Commercio

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