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“Em maio teremos 330 votos”

24 de abril de 2017

O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) admitiu que o governo não tem hoje os 308 votos mínimos necessários para aprovar no plenário a reforma, que será votada por meio de uma emenda constitucional. Mas disse acreditar que, no dia da votação, o texto será aprovado. "Hoje perdemos, mas, a partir de maio, já estaremos com 330 votos", afirmou. Em relação à estratégia do governo para alcançar esse placar, Maia disse que há "um novo texto, vamos trabalhar e mostrar a importância de aprová-lo".

O Placar da Previdência do jornal O Estado de S. Paulo mostra que, mesmo após várias concessões feitas pelo relator em seu parecer lido na última quarta-feira, 19, na comissão especial, o governo não tem hoje votos suficientes para aprovar a reforma no plenário da Câmara. "O Estadão é uma importante referência, mas o que vale é o dia da votação", afirmou Rodrigo Maia.

A pressão por novas mudanças no relatório da reforma da Previdência deve subir de temperatura ao longo desta semana com a guerra declarada dos servidores. Duas alternativas de mudanças já estão na mesa de negociação para reverter em parte o endurecimento da regras de aposentadoria dos servidores públicos, admitem lideranças governistas e até mesmo integrantes do governo que participam diretamente da negociação do texto.

A estratégia do governo é sim atrasar a aposentadoria dos servidores, mas não com um "castigo tão duro", como o que foi colocado no texto apresentado pelo relator. Em reação a essas regras, os servidores prometem protestos em Brasília ao longo da semana. Com isso, Arthur Maia está tendo de reavaliar a regra de transição de servidores públicos, após ter "comprado uma briga" com a categoria. Ele propôs exigir desde já o cumprimento da idade mínima definitiva, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para que funcionários públicos possam receber as chamadas integralidade aposentaria com o maior salário da carreira, ainda que acima do teto do INSS (R$ 5.531,31) e paridade reajuste salarial igual aos funcionários da ativa.

A trava, que valeria mesmo para quem pudesse se aposentar antes dessas idades pela transição, foi vista com bons olhos pelo governo e por economistas, pois significaria uma economia para as contas públicas. Entre os servidores, o clima é de revolta.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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