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Em busca de apoio para acelerar as reformas

3 de agosto de 2017

Ao barrar a denúncia de corrupção passiva feita contra ele, o presidente Michel Temer pretende reconquistar o apoio do mercado financeiro, fortalecer sua base de apoio para acelerar reformas e manter o PSDB ao seu lado. Temer se reunirá na semana que vem com líderes governistas no Congresso para montar um cronograma de votação e discutir que mudanças na reforma da Previdência são possíveis de ser aprovadas no curto prazo. A estratégia é enviar até o fim de agosto o texto da reforma tributária, que tem menos resistência na Câmara e no Senado e, na sequência, em setembro, colocar em votação a previdenciária. A meta é finalizá-las em outubro.

O peemedebista está estruturando ainda uma agenda de encontros com empresários e investidores para vender a imagem de que ainda tem força política para cumprir a promessa de realizar as reformas. O presidente quer aproveitar o que o Planalto chama de “onda positiva” com a derrota da denúncia da Procuradoria-Geral da República. O entorno do peemedebista reconhece, no entanto, que o otimismo pode arrefecer com o impacto de uma nova acusação do procurador-geral, Rodrigo Janot, até o fim de agosto por obstrução de Justiça – sem falar na possibilidade de que duas delações em negociação, de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha, possam atingir o presidente. A estratégia, por ora, é usar o clima político favorável, apesar dos fatores que podem prejudicar a agenda do governo.

Além de focar num calendário de votações, Temer cobrará fidelidade dos partidos governistas, além de discutir possíveis retaliações a deputados infiéis, exonerando indicados deles em cargos de segundo e terceiro escalões. As trocas serão baseadas no placar da denúncia e feitas pela postura individual de cada parlamentar, não pelo posicionamento partidário. Os primeiros que devem ser chamados são do PSDB, PSB e PP. 

O peemedebista quer manter, pelo menos por enquanto, a configuração atual de seu ministério, com a permanência de ministros do PSDB e PSB. Em conversas reservadas, tem dito que a fidelidade dos ministros, que reassumiram mandatos parlamentares para votar contra a denúncia, será recompensada. Com o remanejamento de cargos, o presidente tenta recompor a base aliada, que saiu da crise política menor. Pelos cálculos do Palácio do Planalto, o total de parlamentares governistas caiu de 411 para 370, o que coloca em risco a aprovação de medidas de interesse do governo.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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