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Em 15 de setembro, chega terceira dose

26 de agosto de 2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir do dia 15 de setembro em idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos. No início da semana, o secretário executivo da Pasta, Rodrigo Cruz, antecipou que a aplicação da dose de reforço começaria em meados de setembro.

Também a partir de 15 de setembro, o ministério vai reduzir o intervalo da aplicação da segunda dose dos imunizantes da Pfizer e Astrazeneca das atuais 12 semanas para oito semanas.

A decisão foi tomada em reunião do ministério na noite da terça-feira (24) e anunciada pelo ministro em conversa com jornalistas. De acordo com Queiroga, no dia 10 de setembro, a pasta finalizará a distribuição de imunizantes para a aplicação da primeira dose em toda a população brasileira com mais de 18 anos, o que abre espaço para a antecipação e o reforço vacinal anunciado.

A aplicação nos idosos seguirá ordem cronológica, do mais velho para o novo. A Saúde aguarda a conclusão de um estudo para decidir como será a aplicação da terceira dose em profissionais de saúde e pessoas com menos de 70 anos.

O Ministério da Saúde estudará ainda a possibilidade de imunização cruzada entre as vacinas da Astrazeneca e Pfizer, mas isso será feito somente em caso de necessidade.

Queiroga também adiantou que a expectativa do ministério é de que até o final de outubro deste ano toda a população brasileira acima de 18 anos deve ser vacinada com duas doses

Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que a aplicação da terceira dose para pessoas acima de 60 anos começará a ser aplicada a partir do próximo dia 6 de setembro.

De acordo com o coordenador do centro de contingência da covid, Paulo Menezes, a aplicação da terceira dose da vacina acontece como a adoção de “um passo a mais na segurança” da população mais vulnerável em meio ao avanço da variante Delta no País.

O coordenador do centro de contingência, João Gabbardo, ressaltou que os índices epidemiológicos do Estado continuam a melhorar, mesmo com o avanço de casos da variante delta. “Não temos nenhum tipo de alteração nos indicadores por consequência do aparecimento dessa variante até o presente momento”, disse. Gabbardo afirmou que tanto a antecipação da segunda dose da vacina, quanto a aplicação da terceira dose do imunizante são medidas tomadas com base na observação do avanço da variante em outros países.

Em reação ao anúndio de Doria, Marcelo Queiroga disse que os Estados que não respeitarem a “soberania” do Programa de Imunização Nacional (PNI) correm o risco de ficarem sem vacinas. “Se cada um quiser criar um regime próprio, o Ministério da Saúde lamentavelmente não terá condições de entregar doses de vacinas”, afirmou.

“Temos que nos unir para falar a mesma língua. E não adianta falar na imprensa ou ir na Justiça, porque o juiz não vai assegurar dose que não existe”, frisou Queiroga. “O que queremos aqui é que nossa campanha siga de maneira equânime. O Brasil é uma só nação, um só povo”, afirmou.

Estudo sobre máscara confirmado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também confirmou ontem que, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, a pasta analisa a possibilidade de desobrigar o uso de máscaras. Segundo o ministro, Bolsonaro é grande defensor das liberdades individuais e comparou o uso da medida de proteção contra a covid-19 a mutar e silenciar as pessoas.

Apesar das críticas ao uso do equipamento, Queiroga destacou que o avanço da variante Delta é motivo de incerteza sobre a desobrigação do uso de máscaras. Segundo o ministro, a área técnica do Ministério da Saúde estuda primeiro a desobrigação do equipamento em áreas ao ar livre e depois em ambientes fechados.

Queiroga ressaltou, no entanto, que outros países tentaram flexibilizar o uso de máscaras tiveram que voltar atrás com a medida devido ao avanço da variante delta da covid-19. “Vamos trabalhar não só para dar as respostas que o presidente da República solicita do Ministério da Saúde, mas sobretudo para tomar condutas que sejam seguras, que possam fazer com que essa pandemia tenha fim”, concluiu.

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) enfatizou ontem a importância de medidas como o uso de máscaras e o distanciamento social, a fim de reduzir os casos da covid-19. Durante entrevista coletiva, o diretor assistente da entidade, Jarbas Barbosa, afirmou que estudos apontam que apenas o uso de máscaras já pode reduzir os casos da doença em 10% a 20%.

“A vacinação e medidas como o uso de máscaras tornam o fim da pandemia mais próximo”, ressaltou Barbosa, que disse não ser possível agora fazer uma estimativa sobre quando terminará a pandemia.

Diretora da Opas, Carissa Etienne afirmou que na última semana houve 1,5 milhão de casos e quase 20 mil mortes por covid-19 nas Américas. Ela afirmou que os países devem almejar uma cobertura vacinal de 80% ou mais da população, já que esse seria o nível para controlar as transmissões, segundo modelos que estudam a pandemia atual.

Fonte: Jornal do Commercio

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