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Eliminados 1.209 focos em 2 dias

22 de abril de 2015

Em apenas dois dias de inspeção especial, agentes de saúde ambiental do Recife eliminaram 1.209 criadouros domésticos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue. O trabalho foi realizado no último fim de semana, adotando não só larvicida biológico em reservatórios d?água, mas inclusive inseticida químico contra as muriçocas adultas, o fumacê.

Para evitar a formação de novos focos e eliminar os ainda existentes, a prefeitura e o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) dão andamento, hoje, a uma ação educativa nos canteiros de obra. O último boletim da doença aponta para 5.641 doentes suspeitos desde janeiro, um aumento de 796,8% em relação ao mesmo período de 2014.

Hoje, às 10h30, pedreiros e outros profissionais da construção civil que atuam numa obra no bairro de Santo Amaro, no Empresarial Camilo Brito, na Rua Arnóbio Marques, próximo ao Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), vão aprender como evitar focos do Aedes aegypti enquanto trabalham. É que restos de material e utensílios que podem reter água da chuva ou da obra podem se tornar criadouros facilmente. Na semana passada, outro grupo de trabalhadores, em Boa Viagem, também passou pela mesma capacitação da Secretaria Municipal de Saúde.

DOMICÍLIOS

No último fim de semana, 143 agentes de saúde ambiental e controle de endemias estiveram em 3.852 imóveis de 14 bairros, em busca de focos do mosquito transmissor. O trabalho aos sábados e domingos foi instituído desde o final de fevereiro, como reforço às ações rotineiras, em razão da epidemia.

Os 1.209 criadouros estavam distribuídos entre esses imóveis. O inseticida foi aplicado em locais próximos às residências afetadas, utilizando o fumacê. O chamado tratamento espacial foi aplicado no Centro Esportivo Santos Dummont, em Boa Viagem, e num galpão da Secretaria de Defesa Social, em Santo Amaro, área central do Recife. Desde o início do ano o número de casos da doença está acima do limite máximo calculado para o período. Os bairros da Cohab, na Zona Sul, e Água Fria e Vasco da Gama, na Zona Norte da capital, lideram na concentração de doentes.

Fonte: Jornal do Commercio

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