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Efeitos drásticos no mercado

19 de maio de 2017

O conteúdo explosivo da delação do empresário Joesley Batista comprometendo o presidente Michel Temer teve efeitos drásticos sobre o mercado de ações, que viu ressurgir a figura do "circuit breaker", mecanismo de defesa da Bolsa contra oscilações demasiadamente bruscas. Logo no início dos negócios, uma onda de operações de zeragem de posições levou o Índice Bovespa a cair até 10,70%, levando à interrupção das operações por 30 minutos.

Com o fim das correções de emergência, a queda se desacelerou e o Ibovespa terminou o dia aos 61.597,05 pontos, em queda de 5.943,20 pontos. O resultado representou perda percentual de 8,80%, a maior em um único dia desde 22 de outubro de 2008, última vez em que o circuit breaker havia sido acionado. O volume de negócios somou R$ 24,8 bilhões, o triplo da média diária de maio.

O Ibovespa recuou de uma queda de 9% para em torno de 7% com a intensificação das especulações que davam como certa a renúncia do presidente, após a denúncia de apoio à compra do sigilo do ex­deputado Eduardo Cunha. Em um discurso iniciado pouco depois das 16h, o presidente adotou um tom de indignação ao combater as acusações. Disse que não renunciaria, que não comprou o silêncio de ninguém e que não precisa de foro privilegiado. Ainda qualificou os áudios da delação como "clandestinas". Encerrado o depoimento, o índice voltou a acelerar as perdas.

"O grande problema é que não temos ideia do que vai acontecer daqui em diante. É um problema sério, que pode causar uma brutal destruição de valor das companhias brasileiras", disse Álvaro Bandeira, economistachefe da Modalmais.

CÂMBIO
O dólar marcou ontem a terceira maior alta da história ante o real, perdendo apenas para os dois episódios registrados durante a maxidesvalorização vista em janeiro de 1999, quando o Brasil abandonou o regime de bandas cambiais. O escândalo envolvendo o presidente Michel Temer certamente prejudicará o andamento das reformas estruturais.

O dólar à vista no balcão subiu 8,07%, fechando a R$ 3,3868, o maior nível desde 16 de dezembro do ano passado. A alta percentual só perde para 15 de janeiro (+11,10%) e 13 de janeiro (+8,91%) de 1999.

JUROS
O mercado de juros fechou com a maioria das taxas nos limites de oscilação máxima, que foram ampliados excepcionalmente ontem, nos quais permaneceram durante boa parte do dia, em função da crise institucional que assolou o País.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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