Notícias
Efeitos da PEC 241 serão mais fortes nos Estados
21 de outubro de 2016A aprovação da PEC 241/2016, que estabelece um teto para o crescimento da despesa pública para os próximos 20 anos, pode ter impactos mais contundentes sobre os estados do que nas contas da União. Essa é a conclusão do economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Roberto Afonso. Isso porque, para ele, há um descompasso entre as contas públicas federais e estaduais quando se analisa as despesas primárias: o que o governo gasta para executar as políticas públicas.
“Diferentemente da União, onde as despesas estão em ascensão, entre os entes federativos, a despesa primária decresceu 11,2% em 2015, contra o ano anterior”, argumenta o especialista. Por unidade, ela caiu em 26 dos 27 estados, exceto o Distrito Federal. Para ele, um congelamento de gastos agora, sobre uma despesa já encolhida, impõe um esforço maior para os governos estaduais do que para os regionais. Em valores nominais, as despesas primárias de Pernambuco caíram de R$ 24,9 milhões para R$ 23,1 milhões, na passagem de 2014 para 2015.
A PEC 241 ainda está em tramitação, mas o Tesouro Nacional já adiantou que enviará uma segunda proposta de emenda constitucional para criar um teto de crescimento dos gastos estaduais. De acordo com o secretário de Planejamento do Estado, Márcio Stefanni, se esse limite tivesse sido adotado há dez anos, Pernambuco não teria investido cerca de R$ 34 bilhões em obras importantes.
O professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), João Policarpo, acredita que uma futura aprovação comprometeria os serviços públicos.
“Haverá uma discrepância entre o gasto congelado e as demandas da população, que tendem a crescer”, comentou. Favorável à medida, o economista e sócio-diretor da Ceplan – Consultoria Econômica, Jorge Jatobá, avaliou que a medida é dura, porém necessária. “Existe um rombo monumental no gasto público, por isso a PEC é importante para conter o crescimento do problema. Existem estados em uma situação muito complicada, como o Rio de Janeiro que, caso não sejam adotados limites, podem ir à falência”, argumentou.
Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]