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Eduardo fala em critério “justo e inquestionável”

6 de janeiro de 2011

 

O governador Eduardo Campos (PSB) considerou “justo e inquestionável” o critério adotado por ele no projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa, que criou 200 funções gratificadas e concedeu aumento de 51% aos servidores comissionados e com função gratificada, incluindo o secretariado. “Eu poderia ter feito um critério assim: o secretário de Estado vai ganhar 75% do que ganha um desembargador, um ministro do Tribunal ou um conselheiro do Tribunal de Contas, ou, então, poderia pegar o Nordeste e ver quanto ganha um secretário no Nordeste. Não! Utilizei um critério que, ao meu ver, é justo e inquestionável. Pegamos a média do reajuste e aplicamos para as funções comissionadas. A média, ou seja, o que teve em média o servidor, vai ter o cargo comissionado”, explicou.

Questionado se não soaria estranho ter o governador e o vice com remuneração inferior ao dos secretários, Eduardo Campos respondeu que ambos optaram pela manutenção dos salários atuais. “O aumento me foi proposto no final de dezembro, dentro dos reajustes muito complexos que ocorreram no Parlamento brasileiro. Naquele momento, minha decisão e a de João Lyra foi a de manter a remuneração antiga, que vai ficar semelhante à dos secretários de Estado”. O governador recebe R$ 9,6 mil e o vice, R$ 8,9 mil. Com o reajuste, os secretários receberão R$ 10.570.

Para chegar aos 51% de reajuste, o governador coletou a média do valor da folha salarial, de 2007 a 2010 – período do primeiro mandato -, e dividiu pelo número total de funcionários públicos do governo. “Estou montando uma equipe e desde 2003 que os cargos e funções gratificadas não têm reajuste. Com isso, o secretário de Estado em Pernambuco é o que menos ganha no Brasil. Em Alagoas e no Piauí, um secretário ganha 50% a mais. Assim, não temos como formar equipe”, reclamou o governador.

De acordo com Eduardo, ainda há o assédio de cargos do governo Federal, prefeituras da região metropolitana e da iniciativa privada que “oferecem valores mais altos”. “Fizemos um reajuste usando um critério muito claro, transparente, fácil de explicar e fácil de entender. Mandamos uma reforma para a Assembleia que não aumentou um cargo comissionado, estamos fazendo uma nova institucionalidade com os cargos que existem”.

O governador argumentou ainda que, dos cargos comissionados, “80% são funcionários públicos” e defendeu a remuneração maior para estes servidores – em relação aos demais –, por desempenharem funções de confiança e responsabilidade maior, com processos mais complexos.

Fonte: Jornal do Commercio

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