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Eduardo aumentará as cobranças

5 de janeiro de 2008

 

Por meio da nova plataforma E-Fisco Financeiro, lançada ontem pelo governo do Estado para promover um maior controle dos gastos públicos, o governador Eduardo Campos poderá não só acompanhar a execução das ações de sua gestão, mas, sobretudo, cobrar ainda mais empenho dos secretários. Até porque todo o projeto foi formatado com base nas metas do programa de governo, traçadas na Lei de Diretrizes Orçamentária de 2008 e no Plano Plurianual – este último confeccionado para nortear o trabalho do Executivo por um período de quatro anos. O objetivo do chefe do Executivo é implantar uma administração focada nos resultados. Aos auxiliares que acompanharam ontem o evento, no Palácio, Eduardo não perdeu tempo e já mandou um recado. Em tom de brincadeira, reclamou que ainda não tinha recebido nenhum treinamento para acessar o sistema, que está disponível na internet. Ele, todavia, avisou que será autodidata, ficará, no mínimo, duas horas por dia navegando para conhecer o programa.

Centralizador, Eduardo reconheceu que o E-Fisco vai dar “tranqüilidade” à sua gestão porque a tornará ainda mais transparente para os cidadãos, referindo-se a uma de suas promessas de campanha. O público não poderá acessar todos os ícones da plataforma porque uma parte deles é de uso privativo dos gestores públicos. A população, porém, terá relatórios da movimentação financeira com uma linguagem mais simples da que é publicizada no Portal da Transparência.

Este produto aproxima a sociedade do governo. A gente foca mais e transforma o possível no que, aos olhos dos desanimados, era impossível. Em 2008, vamos trabalhar mais e aperfeiçoar. Não é só cobrar, temos que dar apoio e suporte”, explicou. Ele se remeteu às possibilidades do sistema no que diz respeito ao controle dos gastos e ao processo de criação, que foi consolidado nos últimos seis meses para entrar em vigor agora, no início do ano fiscal.

Empolgado com a ferramenta, o governador disse que o E-Fisco vai revelar “a verdade”, o que facilitará a vida de todos os gestores. “Temos metas físicas e elas ficam claras. Se um gestor recebeu R$ 20 milhões para estrada e gastou menos, vamos saber. Se gastou mais, também. É o orçamento real”, justificou. Com isso, o embate entre as bancadas do governo e da oposição em relação ao acesso aos números do Sistema de Administração Financeira para Estado e Municípios (Siafem) está ultrapassado. O E-Fisco subistitui o Siafem. Este debate ficou ainda mais acirrado nos governos de Jarbas Vasconcelos (PMDB) e de Mendonça Filho (DEM) porque a então bancada de oposição pedia a senha de acesso às informações da movimentação financeiras.

Fonte: Jornal do Commercio

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