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Eduardo ataca a desoneração de impostos
6 de abril de 2013O governador Eduardo Campos (PSB) voltou a se utilizar do mote econômico para criticar o governo federal. Ao participar da reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Ipojuca, o socialista afirmou que a política de desoneração de impostos, implantada pela presidente Dilma Rousseff (PT), não surtiu os mesmos efeitos que no passado. "Desoneração de IPI não começou a existir neste governo. O que difere é que, na primeira, houve retomada do crescimento. Crescemos 7,5% em 2010. Perdeu de um lado, ganhou do outro. Desta vez não houve o crescimento. Estamos tentando ministrar novas medidas que possam ajudar a economia", afirmou, na frente do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e de secretários de outros Estados.
Após a ressalva, o governador disse que "ninguém pode jogar pedra em ninguém", já que governos anteriores recorreram à mesma medida para tentar alavancar o crescimento. "Desta vez, não houve crescimento e as pessoas sentiram o efeito dela de forma mais perversa", completou. Eduardo se referiu à queda nos repasses dos Fundo de Participação de Estados e Municípios decorrente da política de isenção de IPI em alguns setores, como a indústria automobilística.
A realização de uma reforma tributária e a revisão do atual modelo de pacto federativo também foram colocadas como demandas "urgentes" pelo governador. Preocupado em nacionalizar seu discurso, ele ressaltou, no entanto, que a adoção de uma nova política fiscal deve ser voltada a corrigir a desigualdade regional que vitima não só o Nordeste, mas também outras áreas do País. "Precisamos construir aqui uma política fiscal que não olhe só para o Nordeste, mas para todas as regiões", disse.
ENQUETE
Virtual candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo foi incluído numa enquete que o PPS fará para começar a definir o seu rumo em 2014. O partido abriu uma consulta virtual para escolher quem vai apoiar na disputa de 2014 e a lista conta com mais quatro nomes além do de Eduardo: Aécio Neves (PSDB), Fernando Gabeira (PV), José Serra (PSDB) e Marina Silva, que ainda tenta formalizar a sua nova sigla, a Rede Sustentabilidade. A consulta ainda inclui uma opção de candidatura própria do PPS, mas sem indicar um nome. Segundo o presidente nacional do partido, deputado Roberto Freire (SP), a sondagem visa estimular o debate dentro do partido sobre os rumos que a legenda deve tomar na próxima eleição presidencial.
Fonte: Jornal do Commercio
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