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Economia em estagnação

16 de janeiro de 2015

Não foi tão ruim como a maioria dos economistas esperava, mas o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), também não chegou a apresentar uma elevação forte o suficiente para mudar o humor do mercado financeiro em relação ao desempenho da atividade de 2014.

O indicador apresentou alta de 0,04% em novembro em relação a outubro, o que, na prática, mostra estabilidade econômica.

Esperava-se uma queda de 0,2% no período. Esses dados contam com ajuste sazonal, o que significa a exclusão de fatores que ocorrem em um mês, mas que não são vistos em outros, como feriados, por exemplo – o que poderia distorcer o número.

Com o fraco dado de novembro, o IBC-Br está negativo em 0,07% no acumulado dos 12 meses encerrados naquele mês. O recuo da atividade nos primeiros 11 meses de 2014 é maior: 0,22%.

Na comparação entre os meses de novembro de 2014 e 2013, houve retração de 1,30% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, novembro encerrou com o IBC-Br em 144,73 pontos, no menor patamar desde junho (142,56 pontos). O indicador de novembro de 2014 ante o mesmo mês de 2013 mostrou uma retração menor do que a apontada pela mediana (-1,60%) e ficou dentro das previsões (-0,80% a -2,30%) dos analistas do mercado financeiro

O índice calculado pelo Banco Central serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal e a Pesquisa Mensal do Comércio. A projeção da autarquia para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 é de 0,2% e, segundo o Relatório de Mercado Focus desta semana, os analistas projetam um crescimento de 0,15%.

A atividade produtiva no Nordeste e no Centro-Oeste ajudou o IBC-Br a registrar elevação de 0,04%. Segundo a instituição, no Nordeste, o indicador passou de 158,48 para 158,70 pontos de outubro para novembro, o que representa uma alta de 0,14%. No Centro-Oeste, o IBC-Br subiu de 148,07 para 148,15 pontos, uma elevação de 0,05%. Já no Sul, o índice avançou de 148,27 para 148,29 pontos no período, apresentando estabilidade na margem (+0,01%). O indicador geral passou de 146,75 para 146,81 pontos de um mês para o outro.

"O IBC-Br reflete a dicotomia da economia, que tem uma produção muito baixa e uma economia ainda sustentada por emprego e renda", explicou o economista da Saga Capital, Marcelo Castello Branco. Segundo ele, o dado não tem nada de "muito animador", mas sinaliza que o PIB do quarto trimestre pode ser um pouco melhor, com alta de 0,2%. Para o fechamento de 2014, Castello Branco projeta taxa próxima a zero. O dado oficial do PIB será divulgado pelo IBGE em março.

TRIMESTRE

O IBC-Br registrou alta de 0,81% no acumulado dos três meses encerrados em novembro na comparação com os três meses anteriores pela série ajustada do Banco Central. Na divulgação anterior, foi vista uma alta de 0,62% no período de agosto-outubro ante os três meses anteriores.

A instituição revisou alguns dados do Índice de Atividade Econômica na série com ajuste. Em outubro, mudou de uma queda de 0,26% para -0,12%. Em setembro, a elevação de 0,26% deu lugar a uma alta de 0,23%. Em agosto, o avanço de 0,14% foi substituído por 0,21%. A nova taxa de julho é de 1,57% e não mais de +1,35%.

Para junho, o dado de -1,49% foi ajustado para -1,52% e, para maio, passou de -0,35% para -0,54%. No caso de abril, a modificação foi de +0,08% para +0,05%.

Fonte: Jornal do Commercio

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