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Economia brasileira menos competitiva

31 de maio de 2013
RIO – Em mais um sinal de que o desempenho da economia está aquém do esperado, o Brasil caiu cinco posições no ranking mundial de competitividade do IMD, uma escola de negócios com sede na Suíça. O País ficou em 51º lugar na lista em 2013, abaixo da 46ª posição de 2012. Os Estados Unidos são os líderes em competitividade entre os 60 países pesquisados, conquistando a posição que era de Hong Kong em 2012. No segundo lugar vem a Suíça. São avaliados dados estatísticos nacionais e internacionais, além de ser feita uma pesquisa de opinião com executivos.
 
Na avaliação do diretor do IMD World Competitiveness Center, Stephane Garelli, o problema do País é muito consumo e pouca produção. "Estávamos esperando o Brasil numa posição bem melhor", disse Garelli, que defendeu que o País precisa de um senso de direção e de um bom plano de investimento.
 
É o terceiro ano consecutivo em que o Brasil perde posições neste ranking que avalia temas como a performance econômica, a eficiência do governo e dos negócios e a infraestrutura dos países.
 
De 2010 para 2011, o país perdeu seis posições e caiu de 38º lugar no ranking para 44º. Em 2012, o Brasil caiu mais duas posições e alcançou a 46º posição. Em 2013, chegou a 51º.
 
Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta de dados no país, o fraco desempenho do PIB é consequência direta da baixa competitividade da economia brasileira. Na quarta-feira passada, o IBGE divulgou o PIB do primeiro trimestre e revelou a queda de 0,3% na indústria.
 
"Ainda temos problemas com o marco regulatório para o setor de infraestrutura, com elevada carga tributária, com grandes custos de logística e de transporte. Estamos crescendo por causa da agricultura e do consumo das famílias, mas isso não é suficiente", afirmou.
 
Segundo Arruda, o baixo nível de desemprego e a renda dos trabalhadores ajudam a manter o consumo no atual patamar. Mas esse modelo de sustentação do crescimento não está sendo acompanhado pelo aumento da produtividade do trabalho. "Estamos gerando serviços e produtos com um trabalho de baixa produtividade. Outro problema é que a renda gerada por esse trabalho não está sendo poupada, mas sendo gasta no consumo", disse.
 
Além do Brasil, Índia e África do Sul também caíram no ranking, enquanto China, Rússia e Japão subiram. Para o IMD, as economias emergentes em geral ainda estão altamente dependentes da recuperação global, que parece estar atrasada. Na Europa, Suíça, Suécia e Alemanha são consideradas as nações mais competitivas. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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