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Economia brasileira deve caminhar ladeira acima
21 de julho de 2009
Micheline Batista
michelinebatista.pe@diariosassociados.com.br
Pela primeira vez no ano, o setor produtivo está confiante de que a economia brasileira vai caminhar ladeira acima, ou seja, vai melhorar. Pesquisas divulgadas ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram recuperação nos níveis de confiança, confirmando a reversão das expectativas negativas que dominavam a cena desde o boom da crise econômica internacional, em setembro de 2008. De acordo com o levantamento do Ipea, embora o indicador nacional permaneça na zona de apreensão, existe a possibilidade de atingir a zona de confiança em alguns meses. No Nordeste, a zona de confiança já foi alcançada.
Em junho, o Sensor Econômico do Ipea chegou a 9,82 pontos, o melhor resultado desde o início da série (janeiro de 2009). Entre os componentes do índice, destacam-se as contas nacionais (10,22), que melhorou significativamente na comparação a maio (5,91). Melhorou a expectativa
Já o item desempenho das empresas melhorou pelo quarto mês consecutivo, passando de -15,38, em março, para os atuais -5,49. O crescimento mais significativo foi na expectativa sobre a demanda nos próximos 12 meses, mostrando confiança cada vez maior de que não haverá redução de consumo. Por outro lado, os resultados referentes ao item ampliação da capacidade produtiva não melhoraram. Os aspectos sociais foram os únicos a apresentar leve piora, caindo de -14,38 em maio para -15,63 em junho.
O levantamento do Ipea revela melhora em quase todas as expectativas dos setores industrial e agropecuário. O sensor industrial saiu de 4,8 pontos em maio para 11,9 pontos
“Os cenários que os setores estão enxergando estão cada vez mais parecidos. Pessimistas e otimistas estão convergindo em um nível intermediário”, avalia o assessor técnico da presidência do Ipea, Ricardo Amorim. “De um modo geral, está havendo uma melhora consistente na expectativa do setor produtivo. Mesmo o setor industrial, o mais afetado pela crise, percebe que o cenário pessimista não está se confirmando e começa a perder o medo”, diz.
As expectativas mudam de acordo com as regiões do país. O Sul é a menos confiante (-6,70). No Sudeste as esperanças melhoraram (10,0 pontos), enquanto no Norte pioraram (caíram de 22,2 para 8,99 pontos). Todas situam-se na zona de apreensão, exceto o Nordeste. A região ultrapassou os 20 pontos (20,98) e está agora na zona de confiança. O Sensor Econômico é feito com 115 entidades representativas do setor produtivo, ligadas à agricultura, à indústria, ao comércio e serviços e aos trabalhadores. Elas representam 80,18% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Fonte: Diário de Pernambuco
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