Notícias
Dragão só tinha dado uma trégua
7 de maio de 2016Depois da trégua de março, a inflação voltou a dar as caras na Região Metropolitana do Recife – e no país – em abril. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado ontem pelo IBGE, apontou um aumento de 0,69% no mês passado na RMR, superior à média de 0,61% do Brasil. Para os moradores da Região Metropolitana do Recife, os maiores pesos ficaram por conta do grupo alimentos, que subiu 1,54%, contra um aumento de apenas 0,02% em março. O outro vilão (ainda mais malvado) foi o grupo de saúde e cuidados pessoais, que passou de 0,57% de alta em março para um aumento de 2,33%. O grande peso ficou por conta do reajuste dos medicamentos (6,99%).
“O aumento dos remédios tem um reflexo grande porque representa 11,4% do orçamento das famílias. Os alimentos respondem por 25%. Então, as altas nesses dois grupos já interferem muito no resultado final”, explica Irene Machado, gerente de pesquisas do IBGE. Entre os medicamentos que tiveram maior alta no mês passado estão os hormônios e anticoncepcionais (10,03%), analgésicos (7,39%), produtos oftalmológicos (7,31%) e os antialérgicos e vitaminas (7,04%). Reflexo direto do reajuste de 12,50% em vigor a partir de 1º de abril. “Já na questão dos alimentos, o grupo frutas foi o de maior impacto, com aumento de 6,97%. Isso foi causado por problemas de safra. No caso do mamão, houve seca no Espírito Santo, principal produtor do Brasil”, detalha a pesquisadora.
Para o aposentado José Reginaldo, a solução para driblar a inflação foi diminuir o consumo de frutas ou buscar outros canais de compras, como feiras e produtores locais. “Tenho cada vez mais negociado nas feiras livres ou buscado essas vendas de bairros, que conseguem ter preços menores porque compram de produtores menores. Já no caso dos remédios, temos menos alternativas para economizar.” A professora Gidete Carvalho também encontrou um caminho para evitar pagar mais caro pelos seus analgésicos: ela tem optado por chás contra dores no corpo ou na cabeça. “Todo mês fica mais caro. O jeito é voltar a tomar chá, que nem fazíamos antigamente.”
CARNES
Apesar de um aumento mais suave, as carnes também subiram mais na RMR do que na média do país. Aqui, todos os cortes subiram, resultando num reajuste de 2,95% nos preços, com destaque para filé mignon, alcatra e patinho, cortes com maiores aumentos. Já no Brasil, o preço das carnes registrou uma estabilização, com aumento de 0,21%. “O comportamento desse subgrupo varia a depender da região porque existe a logística da entrega na conta”, completa Irene Machado.
Um último destaque na pesquisa de abril diz respeito à taxa de água e esgoto, que teve alta de 1,51% no recorte nacional. O que merece atenção é que o resultado foi influenciado pela Região Metropolitana de Curitiba (10,12%), onde a tarifa foi reajustada em 10,48% a partir de 1º de abril, pelo Recife (6,51%), com reajuste de 10,69% em 20 de março, e por Fortaleza (2,49%), onde as tarifas ficaram 11,96% mais caras a partir do dia 23 de abril.
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]