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Dólar no menor preço em um ano

10 de agosto de 2016

A expectativa de novos ingressos de recursos no País foi um dos principais fatores que levaram o dólar a mais uma desvalorização ontem. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 3,14 no mercado à vista, em baixa de 0,87%, menor valor desde 15 de julho de 2015 (R$ 3,133).

Na mínima, a cotação chegou aos R$ 3,1285 (¬1,30%), intensificando as discussões sobre quanto ainda há de espaço para a queda.

A trajetória de queda do dólar é positiva porque ajuda a controlar a inflação. Com a inflação com viés de queda, o governo poderá reduzir os juros, o que beneficiará empresas, consumidores e, no final das contas, reduzir o desemprego.

A votação no Senado da pronúncia (abertura) do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff foi um dos principais combustíveis do otimismo. Apesar de o mercado já dar como certa a vitória do "sim", operadores afirmam que o que realmente animou foram sinais de que a votação pelo afastamento possa mostrar um placar com grande folga.

Essa eventual vitória expressiva indicaria força do governo Temer para avançar nas medidas de ajuste fiscal no Congresso, aumentando a atratividade do Brasil perante os investidores estrangeiros.

O dólar já abriu em baixa e teve uma alta pontual, atingindo a máxima de R$ 3,1739 (+0,14%). O avanço foi temporariamente sustentado pela virada para baixo dos preços do petróleo e pelo leilão de US$ 500 milhões em contratos de swap cambial do Banco Central. A percepção mais otimista com o cenário brasileiro, no entanto, conduziu as oscilações de volta ao terreno negativo.

A mínima de R$ 3,1285 foi registrada pouco depois das 12h30, refletindo o fluxo cambial positivo e as expectativas favoráveis vindas do cenário político doméstico. Esse patamar acabou por atrair compradores, o que gerou volatilidade temporária e sustentou a cotação em um patamar dos R$ 3,14. No mercado futuro, o dólar para setembro fechou em baixa de 0,95%, cotado a R$ 3,1700.

BOLSA 
A Bovespa segue em compasso de espera. O apetite dos investidores é limitado pela fraqueza de seus pares em Nova Iorque e pela persistente rota de queda do petróleo no mercado internacional.

O Ibovespa encerrou ao redor da estabilidade pelo terceiro pregão seguido. Ontem, terminou em leve alta de 0,09%, aos 57.689,41 pontos. O índice à vista bateu mínima aos 57.615 pontos (¬0,04%) no início da tarde, enquanto durante a manhã alcançou os 58.095 pontos (+0,80%) na máxima, aproveitando que o petróleo ainda apresentava valorização em Londres e em Nova Iorque.

O giro financeiro somou R$ 5,51 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa tem ganho acumulado de 0,67% e, no ano, de +33,08%.

As ações da Petrobras devolveram os ganhos vistos durante a manhã e terminaram em queda de 0,51% (ON) e 0,25% (PN), em linha com a fraqueza do petróleo no exterior. Em meio a previsões de aumento na produção da commodity nos Estados Unidos, os contratos futuros fecharam em queda, pressionados também pelo ceticismo em relação à possibilidade de a Organização dos Países Organizadores de Petróleo (Opep) congelar a produção em setembro.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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