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Dólar já registra 8 dias de queda

11 de agosto de 2016

As dúvidas em relação ao aumento de juros nos Estados Unidos continuaram ontem a derrubar a cotação do dólar, que recuou pelo oitavo pregão consecutivo, algo que não acontecia desde o fim de setembro e o início de outubro de 2010. O dólar à vista (referência para o mercado financeiro) teve queda de 0,27%, a R$ 3,1371, ontem e acumula desvalorização de 4,24% nessa seqüência negativa

O câmbio vem reagindo a especulações de que a alta dos juros nos Estados Unidos neste ano é cada vez mais improvável

Analistas destacam que dados preliminares sobre a produtividade do trabalhador nos Estados Unidos no segundo trimestre, divulgados na terça-¬feira passada, geraram dúvidas sobre o fortalecimento da economia americana.

A produtividade caiu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior, abaixo das estimativas do mercado, que eram de alta de 0,4% para o indicador. No primeiro trimestre, a produtividade caiu 0,6%.

Com isso, diminuem as apostas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) eleve os juros neste ano, o que favorece o fluxo para o Brasil, onde as taxas de juros são altas.

BOLSA 
O Ibovespa caiu 1,33% ontem, acompanhando o movimento da maioria das Bolsas globais. A queda de quase 3% do petróleo no mercado internacional pressionou os mercados emergentes. Além disso, os investidores aproveitaram para embolsar o lucros obtidos com a recente alta das ações brasileiras, vendendo esses papéis.

No campo doméstico, a aprovação do relatório que recomenda o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff foi vista como positiva pelo mercado, embora já fosse esperada.

O placar da votação, 59 votos a 21, aumenta as expectativas em relação à condenação de Dilma na votação final do impeachment.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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