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Dólar dispara e vai a R$ 2,51

24 de outubro de 2014

Em meio à incerteza sobre a sucessão presidencial, os mercados brasileiros operam com maior aversão ao risco, o que causa a desvalorização dos ativos locais. A queda se intensificou no início da tarde de ontem, na contramão do mercado internacional, quando ganhou força a informação de que as pesquisas eleitorais (leia em Política) mostrariam a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com uma maior vantagem sobre o candidato tucano, Aécio Neves. O dólar comercial fechou em alta de 1,29%, a R$ 2,510 na compra e a R$ 2,512 na venda. É a primeira vez que o dólar fecha na casa dos R$ 2,50 desde dezembro de 2008. Com isso, o real registrou a maior desvalorização em relação ao dólar entre as 24 principais moedas emergentes. Nas casas de câmbio do Recife, o dólar era vendido ontem por R$ 2,60.

Já a Bolsa zerou os ganhos no ano. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, fechou em baixa de 3,24%, a 50.713 pontos, no menor patamar desde 15 de abril deste ano, quando fechou a 50.454 pontos. Foi o quarto pregão seguido de queda da Bolsa. Das 70 ações negociadas no índice, 57 caíram e 13 subiram.

Voltando ao câmbio, na máxima do pregão, o dólar chegou a R$ 2,517, patamar ao que era registrado no início de dezembro de 2008, quando os mercados sofriam os efeitos da crise global internacional. A última vez que a moeda americana fechou acima de R$ 2,50 foi em 4 de dezembro daquele ano, quando ao final do dia era de R$ 2,536. Na avaliação de Ítalo Abucater, gerente de câmbio da corretora Icap do Brasil, a volatilidade irá marcar os negócios até hoje, uma vez que as posições mudam de acordo com as expectativas de quem ganhará as eleições.

"Há uma sensibilidade muito grande em relação às pesquisas. É um movimento puramente de especulação, tanto para um lado como para outro. Quando se acredita que Dilma Rousseff (PT) será reeleita, o dólar sobe, quando as apostas são para o candidato do PSDB, Aécio Neves, a cotação cai", explicou.

Abucater lembrou ainda que a maior parte do fluxo de negócios está relacionada ao segmento financeiro (fundos, bancos, investidores estrangeiros), com importadores e exportadores menos atuantes.

A expectativa é que hoje a volatilidade também seja grande, já que é o último dia para ajustes nas carteiras de investimento antes das eleições. Segundo um operador de uma corretora brasileira, o movimento nessa reta final dá a entender de que os profissionais do mercado já estão precificando uma vitória de Dilma Rousseff. Além disso, a aceleração da queda na parte da tarde também pode ser atribuído aos mecanismos de "stop loss". Nesse caso, o investidor determina um máximo de perdas para um ativo e, quando o preço chega a esse limite, são feitas vendas automáticas, para parar as perdas.

Fonte: Jornal do Commercio

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