Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Dólar cai a R$ 1,67, apesar do IOF ampliado

6 de outubro de 2010

SÃO PAULO – Um dia após o governo ter lançado mão de sua medida mais agressiva dos últimos anos para conter a valorização do real, a taxa de câmbio retrocedeu para o seu menor patamar em 25 meses. Especialistas já avaliam que as cotações podem oscilar, a partir desta semana, em um novo patamar, entre R$ 1,70 e R$ 1,65. Também há a percepção de que o governo ainda não esgotou seu arsenal de instrumentos para influenciar as taxas. O dólar comercial foi vendido por R$ 1,674, em queda de 1,06%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,701 e R$ 1,673.

Anteontem à noite, o governo anunciou a elevação do IOF sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa no País, de 2% para 4%, como forma de conter a valorização excessiva do real frente ao dólar.

Apesar dessa medida, a cotação da moeda americana desvalorizou durante toda a jornada de negócios, o que levou o ministro Guido Mantega (Fazenda) a pedir calma. “Não sejamos apressados. Vamos deixar a medida ter efeito”, disse ontem.

“Provavelmente, essa medida do IOF pode ter algum efeito, acho que nos próximos dias, de amenizar a queda do dólar, mas não vai ser suficiente: esse enfraquecimento do dólar é uma questão global”, constata José Raymundo de Faria Jr., da consultoria Wagner Investimentos.

“Acho que o Mantega deu azar, porque ontem foi um dia em que o banco central japonês baixou os juros, que a Moody’s fez declarações favoráveis sobre o Brasil, e até sobre a Grécia. Só o fato de o Japão ter reduzido os juros básicos já autoriza ainda mais as operações de carregamento (carry trade)”, acrescenta.

O chamado carry trade é um termo utilizado pelo mercado para identificar as operações em que grandes agentes financeiros tomam dinheiro em praças financeiras com juros bastante baixos (como Japão e EUA), e aplicam em ativos financeiros em mercados que praticam taxas maiores, a exemplo do Brasil.

Analistas atribuem a essa arbitragem entre os juros domésticos e internacionais uma razão principal da queda das taxas no mercado interno.

EUA E JAPÃO

Entre as primeiras notícias do dia, o banco central japonês surpreendeu os mercados e rebaixou a taxa básica de juros de 0,1% para quase zero. Trata-se da primeira mudança na política monetária japonesa desde dezembro 2008, em plena crise internacional.

Já nos EUA, a entidade privada ISM detectou uma aceleração no ritmo de atividade do setor de serviços em setembro. O índice elaborado pelo instituto teve uma leitura de 53,2 pontos no mês passado. Economistas do setor financeiro estimavam uma cifra de 51,8 pontos.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias