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Dois pontos fundamentais

27 de outubro de 2017

O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ontem que a votação de quarta-feira na Câmara não é parâmetro para a votação da reforma da Previdência. “Há todas as condições de aprovar as reformas”, afirmou. Ele afirmou que vai dialogar com o Congresso em torno da reforma mínima que, do ponto de vista do governo, deve conter a fixação da idade mínima e a eliminação de privilégios, que são pontos fundamentais. Segundo o ministro, da reforma da Previdência não é questão de base aliada, mas sim de nação. “O presidente Temer e o presidente Rodrigo Maia são unânimes em dizer que o Brasil não pode deixar de ter reforma da Previdência”, disse.

Determinado a resgatar a agenda de reformas que ficou paralisada durante a votação das denúncias contra o presidente Michel Temer, o governo aposta em um trabalho de convencimento dos parlamentares que compõem sua “base de sustentação”, hoje estimada em 390 deputados. “Não podemos dizer que os mesmos votos da rejeição da denúncia são os mesmos votos da reforma da Previdência”, disse.

Apesar de contabilizar uma base de sustentação maior que dois terços da Câmara, o governo teve na quarta apenas 251 votos favoráveis à permanência de Temer no cargo, abaixo dos 263 verificados na primeira denúncia. Essa redução foi minimizada pelo ministro. Ele lembrou também que a bancada do PSDB está comprometida com a aprovação da reforma da Previdência, embora os tucanos tenham rachado na denúncia e muitos votaram de forma contrária à permanência de Temer.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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