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Do além – Diário Econômico

15 de janeiro de 2008

 

Reza a lenda que imposto no Brasil não é extinto. Pode até sumir do mapa da arrecadação por uns tempos, mas volta com outro nome. É uma tradição desde o Império. Por isso mesmo os rumores sobre o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) assustam. O governo, claro, nega a ressurreição da CPMF. Mas, nos bastidores, há quem garanta que o projeto já tem corpo, novo nome e nova alíquota: 0,20% ao invés do extinto 0,38%. O pior é que o retorno da CPFM custaria R$ 50 bilhões ano. Dez bilhões de reais a mais que a arrecadação da contribuição, segundo cálculos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). Isso porque, a nova CPFM iria somar ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – medida aplicada para compensar as perdas com a contribuição.

Projeto prevê a recriação da CPMF, com alíquota de 0,20%. Retorno deve significar arrecadação anual de R$ 50 bilhões

O brasileiro, cuja a carga tributária já leva pouco mais de um terço de sua renda, arcaria com mais esta conta. A oposição deu um tiro no pé ao promover o fim da CPMF. Depois de anunciado o arrocho nas contas, passando por congelamento de aumento aos servidores federais até a suspensão de concursos públicos que não tinham sido aprovados, a oposição ficou sem saber o que fazer. Até porque, o brasileiro nem bem comemorou o fim do imposto, teve que amargar aumento de outro. Pior. Um que encarece o crediário, as prestações. Um assunto soterrou o outro. Nas rodas de discussão, há quem prefira a CPMF ao IOF mais alto. Agora é torcer para que os dois não assombrem juntos o bolso do contribuinte.

Fonte: Diário de Pernambuco

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