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Distribuir pensando no varejo

4 de agosto de 2009

JC NEGÓCIOS

 

 



Na conversa que tiveram, ontem, com o governador Eduardo Campos, representantes do setor atacadista de Pernambuco, além do convite para abrir a convenção nacional do setor, que será realizado no Centro de Convenções semana que vem, avisaram que estão começando uma conversa com o pessoal da Secretaria da Fazenda no sentido de criar mecanismos que possam transferir para o micro e pequeno varejo todos os descontos que consigam da indústria no sentido de fortalecer o segmento espalhado por todo do Estado e que gera milhares de empregos.

O atacado não quer fazer favor a mercadinho, avisa ao presidente da Aspa o empresário Douglas Cintra, que lidera a Multi Distribuidora, com sede em Caruaru. O problema é que com a pressão das grandes redes de supermercados sobre a indústria está ficando cada vez mais difícil o pequeno varejista ter preço, mesmo recolhendo ICMS como microempresa ou pelo sistema de lucro presumido.

O que o setor quer do governo é uma modificação na sistemática de recolhimento, adotando o modelo de substituição tributária, mas usando a tecnologia disponível seja com o uso da Nota Fiscal Eletrônica(e-NF) já praticado pelas indústrias e combinando-o com o Sistema de Escrituração Fiscal (SEF). A idéia é que os percentuais de recolhimento do imposto antecipado possam ser modificados online, de forma que os preços obtidos na indústrias possam ser repassados ao pequeno varejo para que ele tenha condições de competir com as grandes redes varejistas.

» Ferramenta tecnológica

A conversa está só no começo, mas os dirigentes do setor atacadista acreditam que ela poderá ser adotada, a exemplo do que já existe na Paraíba, Alagoas e Rio de Janeiro. Na verdade, segundo Douglas Cintra, a proposta do setor é fortalecer o pequeno varejo, que é responsável por 53% de toda a distribuição nacional e que está sendo pressionado pela nova investida das grandes redes junto às indústrias. O objetivo seria usar o que a Fazenda já possui de ferramenta tecnológica de controles para ajudar o pequeno comércio.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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