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Desoneração de folha será enviada depois

24 de agosto de 2007

 

BRASÍLIA (Folhapress) – O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse, ontem, que a nova proposta de reforma tributária será enviada em 15 dias ao Congresso Nacional, mas não incluirá a desoneração da folha de pagamento das empresas. Essa medida, disse o ministro, será enviada separadamente ao Legislativo ainda neste ano, pois a avaliação é que sua tramitação será mais rápida do que a da reforma tributária. “A desoneração é uma medida à parte. Não sei qual é o prazo de tramitação da reforma tributária e quero resolver a questão da folha (de pagamento) de forma mais expressa”.

O ministro afirmou que a desoneração da folha vai “agradar a todos”, o que facilitará a aprovação pelos parlamentares. O modelo de desoneração, de acordo com o ministro, ainda está em estudo. “Trata-se de uma medida de grande impacto, grande repercussão na economia, mas nós temos de estudar todas as conseqüências e não podemos fazer (a desoneração) de forma atabalhoada.”

Segundo o ministro da Fazenda, a orientação do governo é para que não haja redução da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) “por pelo menos nos próximos quatro anos”. Mantega disse que, durante o encontro com os líderes dos partidos da base aliada, nenhum deles tocou na questão da necessidade de redução da alíquota.

Ele disse que, nessa reunião, ressaltou a necessidade de renovação da CPMF até 2011. Durante apresentação no seminário da Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abdib), Mantega destacou que a Contribuição Provisória sobre Movimentação é fundamental para o equilíbrio fiscal. O ministro da Fazenda incluiu a aprovação da dilação da Contribuição Provisória na lista dos principais desafios de política econômica do governo para a expansão do crescimento.

Fonte: Folha de Pernambuco

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