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Dados sem controle na internet
28 de abril de 2013Navegar na internet é se expor. Sites de busca, lojas virtuais, redes sociais. São canais de compartilhamento de dados pessoais para milhares de fornecedores de produtos e serviços. Com tanta exposição na rede, as pessoas perdem o controle das informações online. Pesquisa da Nodes Tecnologia de Sistemas/Avira com 950 internautas de 170 países, entre eles o Brasil, conclui que 86% dos usuários não se preocupam com o uso que é feito de seus dados privados. Este comportamento desatento pode trazer riscos à segurança do usuário de internet.
Na pesquisa online, a Nodes/Avira indaga os usuários se eles têm noção do uso de suas informações na internet. A maioria demonstra desinteresse e apenas 15% dizem que têm conhecimento sobre a forma de utilização de seus dados pessoais. Ao pesquisar um produto ou uma informação na internet, o usuário tem o seu perfil formatado e armazenado numa espécie de banco de dados. É o big brother eletrônico que todos nós participamos, compulsoriamente, quando navegamos na rede.
As informações podem ser usadas para o bem e para o mal. O diretor da Nodes no Brasil, Eduardo Freire, cita como exemplo a pesquisa de um produto na internet. As informações digitadas nos sites de compras e de busca são guardadas na memória eletrônica das empresas. Dias depois, o comprador é surpreendido com publicidades que enchem a sua caixa de e-mails. “Os seus interesses são compartilhados e usados quando você navega em determinados sites”, pontua.
O diretor de Tecnologia da Certsign, Maurício Belassiano, diz que a falta de responsabilidade do usuário é uma das causas do uso indiscriminado de informações pessoais na internet. “Hoje as pessoas acessam os sites de compras e as redes sociais e não têm o cuidado com as informações que cadastram. Não correm atrás das informações sobre a idoneidade dos sites”, salienta.
O estudante de engenharia química Sérgio Luiz Ferraz, 19 anos, está sempre conectado à internet. Navega nas redes sociais, faz compras online, paga contas no internet banking. A última compra que fez – um iPhone – foi através de uma oferta no Facebook. “Hoje em dia as pessoas se expoem muito na internet, mas não têm como ficar fora da área de riscos”, reconhece. Sérgio toma alguns cuidados. Só expõe os documentos pessoais (CPF e RG) nos sites que têm políticas de privacidade. Mas sabe que ao pesquisar nos sites de busca e de compras online, tem o perfil mapeado pelos fornecedores. Ele reclama dos efeitos da exposição eletrônica: “Recebo muito spams chatos e isso me incomoda bastante”. Spams são mensagens eletrônicas não solicitadas pelo internauta.
Fonte: Diario de Pernambuco
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