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Cuidado com o que o banco diz
20 de setembro de 2016A falta de clareza nas informações prestadas pelos bancos aos seus clientes foi a reclamação dos consumidores mais recorrente registrada pelo Banco Central em todo o País entre os meses de julho e agosto. De acordo com o órgão regulador, foram computadas 768 queixas em que a orientação dada pelas instituições financeiras acabou afetando de forma negativa a decisão de seus clientes. Apesar de muitas práticas já serem condenadas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), alguns bancos continuam a usá¬-las.
Para alertar os consumidores sobre esses procedimentos, a assessoria de investimentos FN Capital elaborou uma cartilha com dez práticas comuns dos bancos que precisam ser vistas com cuidado por parte dos consumidores (confira no quadro abaixo). No caso de clientes de produtos de investimentos, todas as ressalvas são relativas à falta de informações ou a dados distorcidos.
"Dificilmente você consegue ficar 100% longe dos principais bancos do País. Porém, os produtos de investimentos que eles oferecem quase sempre são os piores do mercado, mas o cliente tem a segurança emocional na instituição ou desconhecimento de que é possível investir através de corretoras, assessorias de investimentos e bancos menores, que oferecem produtos muito mais rentáveis", comenta o diretor de operações da FN Capital, Paulo Figueiredo.
Entre as informações incorretas mais frequentes repassadas pelos bancos, está a venda casada ¬ quando a compra de um produto ou serviço está condicionada a outra. Essa prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Mesmo assim, segundo uma pesquisa realizada pela Associação de Consumidores Proteste no ano passado, 51% dos clientes de bancos que contrataram financiamento imobiliário precisaram contratar outros produtos, como seguro e conta¬-corrente.
A pesquisa realizada pela Proteste ainda mostra que 18% dos clientes de bancos não sabem os valores correspondentes a tarifas que pagam. "As tarifas que surgem em extratos bancários estão entre os abusos que mais incomodam os consumidores no dia a dia, incluindo outros tipos de serviços", comentou a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, durante a divulgação da pesquisa.
Já o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), realizou um levantamento junto ao Banco Central que mostra que apenas entre os anos de 2010 e 2013 a quantidade de reclamações contra bancos consideradas procedentes aumentou 52%.
A entidade ainda não realizou a pesquisa neste ano, mas segundo a FN Capital, o consumidor continua desconhecendo muitas informações relativas aos bancos. "Muitas vezes, o gerente mostra apenas a rentabilidade e a compara com a poupança. Não explica o que é inflação, taxa de administração e a incidência de Imposto de Renda sobre os lucros", destaca a cartilha elaborada pela empresa.
Para se defender, a recomendação é perguntar sempre que houver dúvida e nunca contratar um serviço sem antes pesquisar em outros bancos e instituições financeiras ou procurar informações nas entidades de defesa do consumidor.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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