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Cuidado com o álcool adulterado
30 de outubro de 2007Com a safra de cana-de-açúcar a todo vapor, a quantidade de álcool no mercado aumenta e o volume de sonegação e adulteração também. O consumidor precisa ter cuidado na hora de abastecer para não causar problemas mecânicos ao veículo. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindicombustíveis), Afonso Nóbrega, diz que o consumidor deve ter cuidado com os postos que comercializam o litro do álcool abaixo de R$ 1,45. Amanhã, os representantes do setor vão se reunir na Assembléia Legislativa para discutir o aumento da adulteração.
O diretor de Fiscalização da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), André Alexei, também menciona o mesmo valor de risco. “Menos de R$ 1,45 tem grande chance de ser clandestino. A gasolina muito barata também pode criar problemas no motor”, explica Alexei.
Segundo ele, a Sefaz já fiscalizou 130 postos este mês, na Região Metropolitana do Recife. Em todo o Estado, 320 postos foram fiscalizados este ano. O total de revendedores em Pernambuco é de 1.200 mil. “Fizemos apreensões de caminhões que adquiriram o produto em quatro usinas e não tinham nota fiscal”, completa.
Alexei afirma que o combate à sonegação e adulteração de combustível é uma prioridade da Sefaz. “Isso foi um pedido do governador Eduardo Campos. Estamos, cada vez mais, prestando atenção nesse setor”.
Os fiscais da Sefaz também encontraram álcool adulterado em três postos de bandeira branca (sem marca), sendo um em Prazeres e os outros dois no Centro do Recife.
Para Afonso Nóbrega, a fiscalização da Sefaz ainda é precária. “Dos 15 milhões de litros comercializados por mês em Pernambuco, seis milhões são clandestinos”, calcula.
Nóbrega diz que, além da sonegação, o problema das usinas que vendem sem nota é a qualidade do produto. “Eles são mais descuidados com a qualidade. Se o álcool não estiver dentro das especificações técnicas certas, ele pode causar vários danos ao motor”.
CONSUMIDORES
Com medo de prejuízos, a médica Cláudia Correia não abastece em qualquer posto. Ela nunca teve problemas no veículo por causa de combustível adulterado, mas, mesmo assim, não descuida na hora de encher o tanque.
“Eu não abasteço em posto de bandeira branca. Se o preço estiver muito abaixo da média praticada pelo mercado também fico desconfiada da qualidade. Tenho essa preocupação tanto com o álcool quanto com a gasolina”, garante. Ela gasta cerca de R$ 300 por mês com combustível.
Já para o engenheiro civil Sérgio Pina, o mais importante na hora de abastecer é o preço do produto. Ele não vê problemas em abastecer em postos desconhecidos nem nos de bandeira branca. “Confesso que não tenho muito cuidado. A minha maior preocupação é o preço baixo”.
Fonte: Jornal do Commercio
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