Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Crescimento será lento, diz OMC

18 de julho de 2017

O crescimento da economia brasileira será lento por um período prolongado e sua recuperação continua ameaçada pelas incertezas políticas do País. Quem faz o alerta é a Organização Mundial do Comércio (OMC), no âmbito de sua sabatina sobre o Brasil. Segundo a organização, apenas reformas estruturais podem voltar a dar fôlego para a expansão da economia.

"A previsão é de que a economia brasileira iniciará um processo de recuperação gradual em 2017", apontou o informe da OMC. "Mas o crescimento será fraco durante um período prolongado", ponderou, citando dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Apesar da solidez dos parâmetros fundamentais da economia brasileira, subsistem os riscos de uma deterioração. A economia segue sendo vulnerável a uma volta da intensificação da incerteza política e da lentidão no momento de corrigir os desequilíbrios fiscais", alertou.

Chamando as leis trabalhistas no Brasil de "obsoletas" e o sistema tributário de "complexo", a OMC insiste no caminho das reformas e aplaudiu as mudanças já promovidas pelo governo de Michel Temer.

Na avaliação da entidade, a recessão que atravessou o País estava relacionada à "erosão da confiança nas políticas nacionais, nas incertezas políticas provocadas pelas investigações sobre a corrupção na Petrobras e pelo endurecimento das condições de concessão de créditos". Outros elementos seriam fraca demanda mundial e queda nos preços de commodities.

Usando dados do FMI, a entidade estima que a recuperação comece ainda este ano. Mas a produção aumentaria apenas 0,5% em 2017 e 1,5% em 2018. Entre 2019 e 2021, a taxa tampouco passaria de 2%. Já a dívida pública continuaria aumentando, passando de 82% em 2017 para 93% em 2021.

Na avaliação da OMC, a decisão do governo de Michel Temer de congelar gastos por 20 anos não resolverá a crise por si só. "Ainda que essas iniciativas tratem de corrigir o recente agravamento dos desequilíbrios fiscais, eles não abordam as deficiências de longa data do sistema fiscal brasileiro, que continua a não incentivar o espírito empresarial", disse, acusando o regime tributário de "complexo e imprevisível". Não por acaso, o Brasil ocupa o 181º posto entre 190 economias avaliadas sobre a facilidade em pagar impostos, exigindo mais de 2 mil horas.

Outra constatação aponta para investimentos insuficientes em infraestrutura e pesquisa.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

Notícias