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Crescimento de arrecadação

13 de julho de 2010

 

JC NEGÓCIOS

No Brasil é assim: quando a economia cresce, a base de tributação aumenta e o governo estoura a boca do balão na arrecadação. Da mesma forma que em 2009 a arrecadação caiu por causa da crise global, este ano, com as empresas faturando e lucrando mais, empregando mais pessoas e pagando salários mais altos, o governo arrecada mais. Até porque quem ganha mais muda de alíquota do IR.

O diabo é que isso está ficando grande demais. Em 2010, a soma de todos impostos, taxas e contribuições pagos pelas empresas e cidadãos aos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) deve representar 34,7% do PIB. Ano passado foi 33,7% e, em 2008, 34,4%. Se a economia chegasse nos 7% por anos consecutivos iríamos chegar nos 40% até 2014. É imposto demais para serviços de menos.

E isso tem a ver com tecnologia de arrecadação. Por exemplo: o aumento na eficiência da cobrança dos governos estaduais e federal contribui muito para o crescimento da arrecadação global. E quando o projeto de nota fiscal eletrônica estiver concluindo no ano que vem? Os sistemas de informações estão cada vez mais amigáveis entre si, Trocando informações eles apertam o cerco contra maus contribuintes. Então, estamos juntando a fome com a vontade comer. Arrecadamos mais porque a economia cresce e mais ainda por melhoria da máquina de arrecadação. Em 2010, podemos bater nos R$ 1,3 trilhão, já que em 2009 o País arrecadou R$ 1,1 trilhão. É ruim…

Fonte: Jornal do Commercio

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