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Crescem apostas na alta do dólar

4 de julho de 2013
Os investidores estrangeiros e os bancos estão apostando na alta do dólar ante o real. Juntos, eles já colocaram US$ 10 bilhões na expectativa de valorização da moeda. A pressão exercida por essa montanha de dinheiro levou a divisa norte-americana, ontem, a subir mais 0,84%, fechando o dia cotada a R$ 2,269 na venda — o maior nível desde 1º de abril de 2009.
 
Na visão do mercado, o cenário pode se agravar ainda mais diante da desaceleração da China, do aprofundamento da crise política e econômica em Portugal, do risco de um novo calote da Grécia e das tensões no Egito.
 
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no entanto, a situação vai se normalizar. “Tivemos um movimento internacional de alta do dólar. Todos os países estão no mesmo barco”, afirmou Mantega ao explicar que os países emergentes são os que mais estão sofrendo com a elevação da divisa. “Em algum momento, essa situação vai se acomodar com os juros mais aquecidos dos títulos do tesouro americano e a possibilidade de lucro maior do capital em alguns países”, argumentou.
 
Apesar da despreocupação de Mantega, o Banco Central preferiu agir para melhorar o volume de dólares que entram no país e atenuar a disparada da divisa. Dados da autoridade monetária divulgados ontem mostram que na última semana de junho a saída de capital estrangeiro superou os ingressos e deixou um saldo negativo de US$ 2 bilhões. Para tentar reverter esse quadro, o BC flexibilizou regras para os exportadores. Eliminou restrições para os empresários que realizem operações de pagamento antecipado — quando o valor da venda do produto é pago parcialmente ou integralmente antes do embarque da mercadoria. Essa medida, segundo analistas, deve aumentar o ingresso de dólares no Brasil e minimizar o movimento de alta da divisa frente o real. No entanto, nem todos concordam. “A tendência do dólar é de alta. O nível de ruído em torno dos problemas brasileiros tem se intensificado muito”, alertou Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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