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CPMF reacende discussão sobre gastos públicos
29 de outubro de 2007RECIFE – Sacar dinheiro. Passar um cheque. Fazer uma transferência para outra conta. Todas as vezes que o cidadão brasileiro realiza uma movimentação financeira, com intermediação de um banco, está sendo tirado do bolso dele 0,38% sobre o valor total daquela movimentação. Quem faz o exercício de consultar o extrato mensal da conta bancária, anotando todas as vezes que foi taxado, sabe bem quanto custa a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Essa cobrança, que foi criada no Governo Fernando Henrique Cardoso, está com seu prazo de validade perto do vencimento,
Nos últimos meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem repetindo a cantilena de que o País não pode abrir mão dos R$ 40 bilhões gerados anualmente pela CPMF. Até mesmo a concretização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) virou “refém” da aprovação da PEC, que, segundo Lula, é dependente desses recursos.
No entanto, quando foi criada essa espécie de tributação, o argumento usado à época era de que os recursos seriam destinados à área da Saúde em todo o Brasil. Com o tempo, esse dinheiro foi sendo destinado também para outras finalidades, como para a Previdência Social. “Começou com a saúde e hoje tem uma aplicação ampla. Quando esse dinheiro entra no bolo da receita tributária, é feita a transferência para estados e municípios. Ou seja, entra como receita e sai como gasto público. O fato é que esse recurso vai também para outros fins, como Bolsa Família e estradas”, explicou o sócio-diretor da Consultoria e Planejamento Econômico (Ceplan), Jorge Jatobá.
Ele atenta para a representatividade dos tributos na economia do Brasil. “Mais de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) nacional é de imposto recolhido pela União, estados e municípios. O problema é que a população não vê esse dinheiro bem aplicado”. Além disso, Jatobá acredita que a CPMF é uma cobrança “injusta”, porque se trata de um imposto regressivo, no qual se paga igual valor, independente da renda.
O peso da carga tributária é uma das reclamações mais comuns de pessoas físicas e jurídicas que se opõem à prorrogação da CPMF. Para Jorge Jatobá, essa cobrança poderia ser mais bem compreendida se houvesse formas mais transparentes e eficazes de fiscalização da aplicação desses recursos. “O interessado pode acessar os sites do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional para saber como esse dinheiro está sendo aplicado. Porém, essa não é uma forma acessível ao cidadão mediano para que ele tenha um entendimento de como esse dinheiro é gasto”, apontou.
Fonte: Folha de Pernambuco
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