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Correndo por fora da crise

13 de dezembro de 2015

Crise? Que crise? A previdência privada “bombou” em 2015. Hoje são 12 milhões de brasileiros que apostam no plano de previdência para complementar a renda na aposentadoria. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) contabiliza o total de ativos de R$ 485 bilhões até setembro sob a gestão das entidades abertas de previdência. Um crescimento de 21,6% em comparação a 2014. O ponto alto do setor é o final do ano. De olho no 13º salário enquanto as indústrias entram em férias coletivas, as instituições de previdência aberta reforçam os seus times para ampliar a captação de recursos. Outro atrativo é o desconto de até 12% no Imposto de Renda nos depósitos feitos até 31 de dezembro.

O cenário econômico deixou o brasileiro mais preocupado com o futuro. “As pessoas perceberam que se aposentar pelo INSS é rebaixar o poder aquisitivo. Além de ficarem suscetíveis às mudanças nas regras da aposentadoria. Elas buscam a previdência complementar para se aposentarem com o mesmo padrão de vida”, diz Gustavo Leandro, professor e coordenador acadêmico da Faculdade dos Guararapes.

A médica Roberta Machado Belo tem 35 anos e há cinco contratou um plano de previdência. “Fiz pensando no futuro. A aposentadoria do INSS é muito baixa. É uma forma de complementar a minha renda”, diz. Roberta faz contribuições mensais e no final do ano reserva uma parte da renda extra para engordar a poupança. Pensando no futuro, ela fez dois planos de previdência para os filhos (1 ano e 3 anos). “Assim que eles nasceram nós contratamos a previdência privada. É uma reserva que eles podem usar no futuro”.

Com tantas opções no mercado, a dúvida é como escolher um plano de previdência. Gustavo Leandro recomenda que o investidor se informe antes de contratar um produto. Segundo ele, é fundamental pesquisar os valores das taxas que os bancos cobram para administrar os recursos e que incide sobre os depósitos, bem como o imposto cobrado no momento de usufruir a renda no futuro. O dinheiro da previdência privada deve ser esquecido. A idéia é a poupança de longo prazo. Quem quer poupar para trocar de carro ou reformar a casa deve optar pela caderneta de poupança. 

PGBL (plano gerador de benefício livre) ou VGBL (vida gerador de benefício livre)? As letrinhas confundem o consumidor, mas são amigáveis. Regra básica: se o investidor declara o IR simplificado ou é isento opte pelo VGBL. Se declarar o IR no formulário completo fique no PGBL porque terá o desconto do IR. 

Osvaldo Nascimento, presidente da presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), diz que o brasileiro já está mais familiarizado com o produto. “À medida em que houve investimento em educação financeira, as pessoas procuraram alocar os seus recursos de forma mais adequada para a aposentadoria”.

Fonte: Diario de Pernambuco

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