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Correção dos valores da tabela chega ao fim
19 de novembro de 2010
Uma nova dor de cabeça para os contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Após quatro anos de correção na revisão dos valores na tabela do IR, para que o reajuste continue a vigorar em 2011, com impacto nos anos seguintes, a presidente eleita, Dilma Rousseff, terá de dar o seu aval para um novo acordo com os sindicatos. Só que isso não aconteceu. Logo, o reajuste de 4,5% neste ano de 2010 poderá ter sido o último de uma série. Na opinião do presidente do Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco (Sindifisco-PE), José Pessoa Lins, o risco que se corre “é realmente um absurdo”.
“Se os valores não forem corrigidos, a despesa das pessoas físicas fica mais cara. E quem paga imposto dessa forma é a classe média trabalhadora. Se o salário da gente acompanhar a inflação, o que deveria ser o padrão normal dentro das empresas, teríamos perante o fisco um ganho de renda que não existe porque eles tributariam em cima de um reajuste que considerou apenas as perdas com a inflação”, defendeu. A reclamação sobre a taxação em cima da classe média ocorre porque os empresários terminam se isentando de pagar valores em cima de automóveis, telefone e outros bens a que têm direito através das empresas, que recebem outro tipo de tributação por serem pessoas jurídicas.
ARRECADAÇÃO
A Receita Federal anunciará, na próxima terça-feira, o resultado da arrecadação de tributos federais e contribuições previdenciárias do mês de outubro.
Fonte: Folha de Pernambuco
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