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Consumidor aguarda etanol mais barato
24 de abril de 2013Os motoristas pernambucanos deverão sentir uma leve redução nos preços dos combustíveis em breve. Isso porque o governo federal anunciou ontem um pacote de incentivos para o setor de etanol, com linhas de crédito subsidiadas e desoneração fiscal. Com as medidas, a cobrança do PIS/Cofins, que hoje é de R$ 0,12 por litro, foi zerada. Apesar de o governo federal ter se esquivado de garantir, ontem, possíveis vantagens para o consumidor final, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE) acredita que haverá diferença nas bombas.
“Assim que as distribuidoras sentirem o impacto da medida, a redução deverá ser repassada para os postos e para o consumidor”, informou o diretor tesoureiro do sindicato, Américo Barbosa. Apesar da boa expectativa, não há um prazo definido para que isso aconteça, nem é possível arriscar um percentual de queda. “Com a desoneração, o preço da gasolina também poderá sofrer reduções”, acrescentou Barbosa.
Mas o pacote, que tem como objetivo impulsionar o setor sucroalcoleiro e dar mais competitividade ao etanol, é considerado “incompleto” pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar). “Durante as negociações com os produtores, é provável que as distribuidoras já descontem do valor final da compra a desoneração dos impostos”, destacou o presidente da entidade, Renato Cunha. Segundo ele, 65% do mercado nordestino é controlado por quatro distribuidoras.
“Além disso, a decisão levou em conta as usinas do Centro-Sul, que estão entrando em período de safra”, acrescentou. Na opinião de Renato Cunha, os combustíveis não ficarão mais baratos. “Acreditamos que outras medidas virão. Estamos lutando pela equalização (equiparação de custos) do mercado nordestino ao restante do país”, finalizou.
As linhas de crédito para os produtores de etanol serão renovadas, e as taxas de juros vão sofrer redução. Uma das linhas, chamada Prorenova, vai disponibilizar até R$ 4 bilhões para plantar ou renovar as plantações de cana-de-açúcar, com prazo máximo de até 72 meses e carência de 18 meses. O governo reforçou ainda o anúncio do aumento da mistura de etanol na gasolina, que foi divulgado no fim de janeiro. A partir de 1º de maio, o percentual passará dos atuais 20% para 25%.
Fonte: Diario de Pernambuco
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