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Concessões para Suape e rodovias

10 de junho de 2015

Depois de muita expectativa, o governo federal anunciou ontem o Programa de Investimento em Logística (PIL), que prevê investimentos R$ 198,4 bilhões em obras de rodovias, portos, ferrovias e aeroportos. Desse total, Pernambuco ficou com uma fatia de R$ 6,3 bilhões. Recursos que devem ser aplicados em seis terminais portuários em Suape – um de uso privado – e três obras de infraestrutura rodoviária (construção do Arco Metropolitano e intervenções nas BRs 101 e 232, incluindo uma etapa de duplicação). Os leilões das obras pernambucanas devem acontecer no primeiro semestre de 2016. O Aeroporto dos Guararapes ficou de fora, mas recebeu a promessa de integrar a próxima etapa do programa de concessões, prevista para o próximo ano.

As licitações do Porto de Suape estão sendo aguardadas há mais de dois anos, quando os projetos executivos foram encaminhados para análise do TCU. Desde junho de 2013, quando entrou em vigor a nova Lei dos Portos, os projetos foram encaminhados para serem licitados via Secretaria Especial de Portos, sem avanço. Até a última sexta-feira, não havia sequer previsão de quando as licitações seriam realizadas. O cronograma anunciado ontem traz um novo ânimo. 

“As concessões, diante do cenário econômico e financeiro do país, são fundamentais para destravar o investimento que o Brasil precisa para voltar a crescer. Os novos terminais vão dar condições ainda maiores de o Porto de Suape movimentar mais cargas e, com isso, gerar mais emprego, mais renda e desenvolver nossa economia”, afirmou o governador Paulo Câmara após o anúncio do PIL.

Os terminais anunciados para Suape são emblemáticos. Estão prontos para serem licitados o segundo terminal de contêineres, o terminal de granéis sólidos de Cocaia (que inclui os dois terminais de granéis minerais), o terminal de grãos e o terminal de veículos. Há aindao Terminal de Uso Privado do Vard Promar. 

“Essas licitações já deveriam ter sido feitas. Parar foi o maior prejuízo. Agora temos um novo momento e as concessões podem trazer mais eficiência a esses projetos. O câmbio é um ponto positivo. Estamos em um momento mais fácil de atrair o investidor estrangeiro. Há um volume significativo de capital estrangeiro procurando investimento nacional”, ressaltou o economista e conselheiro federal do Conselho Federal de Economia, Róridan Duarte. De acordo com o professor de economia internacional da UFPE e consultor de empresas Ecio Costa, o Porto de Suape possui ainda um diferencial logístico. “Para o setor de veículos, por exemplo, este é um ponto bastante favorável e que atrai as empresas investidoras”, disse.

Fonte: Diario de Pernambuco

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