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Concessões chegaram ao limite

30 de novembro de 2017

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ontem que “chegaram no limite” as concessões à base aliada na proposta da reforma previdenciária, incluindo as demandas feitas pelo PSDB. Segundo ele, as mudanças nas regras de aposentadorias já foram bastante reduzidas e não haverá concordância do Palácio do Planalto com nenhuma nova flexibilização. “As concessões chegaram no limite e não haverá concordância do governo federal com nenhum tipo de concessão. Não haverá exceção”, disse. O ministro também disse que não aceitará mudanças nas regras de aposentadoria para policiais federais, alterações defendidas pelo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. “É compreensível que cada categoria defenda os seus interesses. E é natural que o governo federal tenha limite nas possíveis concessões que possam ser feitas”, afirmou.

O ministro lembrou que a reforma previdenciária é uma bandeira histórica do PSDB e que o texto original, menos flexível que o atual, encaixava-se “perfeitamente” na cartilha do partido. Ele ressaltou que a expectativa do Palácio do Planalto é de que a proposta seja votada ainda neste ano em dois turnos na Câmara dos Deputados.

E acrescentou que não pode ter “ilusões ingênuas” de que os partidos da base aliada fecharão questão em apoio à proposta governamental. “Se fôssemos propor fechamento de questão sobre esse tema, não seria bem sucedido, porque sabemos que não vai ter 100% e isso criaria constrangimento desnecessário”, disse. 

O ministro não disse que contar votos neste momento é “prematuro” e que o Palácio do Planalto deverá fazer uma contagem mais próximo da data de votação.

Padilha disse ainda que o PSDB não faz mais parte da base de apoio do governo Michel Temer. Em evento no Palácio do Planalto, o peemedebista lembrou que o comando nacional do partido já anunciou sua disposição em desembarcar do campo governista. “O PSDB não está mais na base de sustentação do governo federal. O PSDB já disse que vai sair. Nós vamos fazer de tudo para manter a nossa base de governo e um projeto único de poder para 2018”, disse.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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