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Compre com cautela para não ficar com o nome sujo
5 de maio de 2014Os consumidores têm de tomar cuidado com este primeiro semestre. Com um Carnaval emmarço, seguido pela Páscoa e seus ovinhos de chocolate, e já emendado quase com o Dia das Mães, no próximo domingo, as maquinetas de cartão de crédito estão a todo vapor. E ainda vem, no mês seguinte, o Dia dos Namorados, grudado com o começo da Copa do Mundo e, para não perder o embalo, o São João, sagrado para os pernambucanos. Menos mal que a inadimplência no País não está em alta. No mês de março, o Banco Central apurou que os calotes de pessoas físicas ficaram em 6,5%, mesmo percentual de fevereiro. Ou seja, tem gente endividada, mas estão pagando suas contas. Pelo comércio, o que se vê, é cautela.
Como a da comerciante Rosane Castro, de 44 anos, que passeava na sexta-feira num shopping com a filha Larissa, de 22. Faziam compras para uma viagem, na próxima quinta-feira, com toda a família, inclusive a avó de Larissa. “Como trabalho com vendas, sei que só posso comprar o que consigo pagar”, disse Rosane. “Pelo menos sei que com Copa não vou gastar”, garantiu.
Quem também abriu a carteira foi o bancário Arthur Figueiredo, 24 anos. E por um motivo especial: era o aniversário da namorada Sílvia Vieira, 22, que já foi dizendo: “nada de presente único: é um agora e outro depois”, brincou. “Trabalho na área de finanças, somos educados para nos manter controlados. Não sou contra estas datas, fazem parte”, explicou Figueiredo, que ainda corria para escolher o presente das mães. Na Páscoa, ele comprou ovos de chocolate para as duas mulheres de sua vida. Já Célia Reis, de 40 anos, veio com a família toda: a mãe, Helena, 60, e as filhas, Heleninha, 7, e Mariana, de nove meses. “Trabalho na área ambiental, então costumo ser consciente. Mas estas datas estão próximas mesmo. Teve os chocolates, ago- ra os presentes para nós duas, as mães. Com o futebol, só comprei umas besteirinhas paras meninas”.
Mesmo cauteloso, o consumidor tem de se precaver, segundo a economista Ione Amorim do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). “Decidir tudo de última hora fica difícil. Tem que lembrar que os preços estão inflacionados, com juros maiores”, afirmou. E isto vale tanto para as datas comemorativas quanto para as férias escolares de julho, que também estão logo ali. “É colocar tudo na ponta do lápis, pesquisar e evitar financiamentos longos.” Ela ainda lembrou que o preferível é buscar um lazer com custo menor e usar a imaginação para evitar dívidas. Se for inevitável, deve-se trocar uma barata por outra mais cara. Crédito pessoal, por exemplo, é sempre melhor que cheque especial e cartão de crédito.
Fonte: Folha de Pernambuco
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