Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Comércio temia operação de multa às empresas

1 de junho de 2011

A
prorrogação do prazo foi encarada de forma positiva pelo comércio.
Recente pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) apontou que o varejo
se via ameaçado pela possibilidade de que o Estado deflagrasse uma
operação de multa das empresas que não tivessem adotado o PAF em
seus ECFs. Nos dados do estudo, a Fecomércio-PE mensurou a
influência das chuvas na retração das expectativas de vendas nos
dois principais centros comerciais do Estado, Região Metropolitana
do Recife e Caruaru, constatando que, em ambos, a queda ficou em
torno de 15%, um percentual muito alto se comparado com a
rentabilidade média do varejo.

Ainda na pesquisa, junto a
mais de 900 empresários das áreas mais desenvolvidas do Estado,
verificou-se que 75% deles desconhecem o mecanismo de Substituição
Tributaria. “O estudo apurou, ainda, sobre o conhecimento das
exigências de utilização do Programa de Aplicativo Fiscal em seus
ECFs, sendo possível que o percentual de desconhecimento do tema não
se diferencie muito do encontrado no caso da Substituição
Tributária”, informou o consultor econômico do Centro de Pesquisa
(Cepesq) da Fecomércio-PE, Luiz Kehrle.

O gerente do segmento
econômico de ECF e Varejo da Sefaz-PE, João Cruz acredita que a
comunicação poderia ter falhas, mas que não será o caso a partir
de agora. “Temos o controle de cada empresa que se adequa ao
PAF-ECF a cada dia. Em dois meses, 100% delas serão informadas via
mala-direta sobre a importância da implantação, detalhes do que é
o PAF e como proceder, ou seja, as empresas não terão margem para
dúvidas”, garantiu Cruz.

O Diretor Executivo da Associação
Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Valter Jarocki, que
também enviou solicitação à Fazenda para a prorrogação do prazo
de implantação, considera válida a sensibilidade da Sefaz.
“Estamos sempre querendo atender à legislação, mas há
dificuldades técnicas e operacionais no processo de adequação. O
novo prazo dá mais tempo para os mais de dois mil empresários do
setor trabalharem forte para atender a demanda da Sefaz”, explica.

Fonte: Folha de Pernambuco

Notícias