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Cofres do governo mais vazios
22 de janeiro de 2016O tombo na arrecadação, inclusive, supera até as estimativas do mercado de retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, que variam entre 3,7% e 4%. Somente a entrada de contribuições administradas pela Receita teve queda real de 4,66%, para R$ 1,19 trilhão no ano passado. Na avaliação do chefe do Centro de Estudos Tributários do Fisco, Claudemir Malaquias, esse resultado “ficou dentro do esperado” e reflete a forte desaceleração da atividade econômica em 2015, principalmente, a queda da massa salarial, que afetou fortemente a receita previdenciária.
“O desempenho da arrecadação foi impactado pela atividade econômica. Todos os indicadores macroeconômico têm trajetória negativa e afetam a arrecadação de tributos e receitas federais”, disse Malaquias, lembrando que as receitas parcelamentos especiais, como o Refis, tiveram queda de 44,78%, para R$ 22,3 bilhões. “Sem esses dados, as demais receitas tiveram queda menor, de 3,37%”, completou. Ele lembrou ainda que a renúncia fiscal com as desonerações de impostos aumentou 3,9%, passando de R$ 99,4 bilhões, em 2014, para R$ 103,2 bilhões, neste ano.
As arrecadações de tributos relacionados à produção e à Previdência, de acordo com o técnico da Receita, foram as que mais caíram. No ano passado, a entrada de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição sobre o Lucro Líquido (IRPJ/CSLL) encolheu quase 14% em relação ao mesmo período de 2014, para R$ 183,5 bilhões, e a com o Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) despencou 16%, para R$ 33,9 bilhões. Já a receita previdenciária caiu 6,6%, para R$ 379,4 bilhões.
Malaquias evitou fazer projeções para 2016, mas adiantou que o próximo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas será atualizado e terá queda na arrecadação porque “os parâmetros mudaram”, como o recuo de 2% do PIB, bastante abaixo das previsões do mercado. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, prevê retração de 3,5%, neste ano. A XP Investimentos, de acordo com o estrategista Daniel Cunha, estima um tombo na economia de 4,3% este ano, considerando a manutenção da presidente Dilma Rousseff no poder.
Fonte: Diario de Pernambuco
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