Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Cheiro de pólvora

7 de julho de 2011

DIARIO ECONÔMICO

Começou a temporada de greves no país,
particularmente nos serviços públicos. É nessa área que as
paralisações são mais constantes. Embora direito do funcionalismo,
a greve no Brasil não se limita ao ato de cruzar os braços. No
serviço público, os movimentos grevistas têm sido mais eficazes
por outras razões. Bases do funcionalismo público são mal
remuneradas e a paralisação pune a população, usada como força
de pressão.

É assim que está acontecendo no Detran e na
Prefeitura do Recife. No Departamento de Trânsito a direção agiu
com bom senso e suspendeu algumas exigências. Mas a greve dos
auditores municipais continua impedindo que se tire certidão do
Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI. É documento
indispensável nas transações imobiliárias e prejudica quem compra
e quem vende.
Neste segundo semestre, as paralisações devem
ficar mais complicadas e mais violentas. É que está sendo votada
pelo Congresso a PEC 300, que equipara os salários de policiais e
bombeiros aos valores pagos no Distrito Federal. Com piso de R$ 4,5
mil, é o mais alto do país. Há possibilidades de aprovação,
embora a maioria dos estados não possa pagar. E aí as perspectivas
são de mau tempo. Greve de policiais cheira a insubordinação e a
pólvora queimada.

Lenha na fogueira

A tumultuada greve
dos bombeiros do Rio de Janeiro, com todos ingredientes de motim,
pode ser o estopim das mobilizações dos policiais em todo o país.
Os 439 soldados envolvidos acamparam ontem, em Brasília, à espera
da aprovação da votação da anistia criminal para todos eles.
Devem conseguir.

Fonte: Diário de Pernambuco

Notícias