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Cesta básica do Recife cai 0,69%

6 de dezembro de 2013

Mais barata no mês, mais cara no ano. Assim se pode definir o preço da cesta básica no Recife em novembro, cujo preço caiu 0,69% em relação ao mês anterior – mas cresceu 8,18% nos últimos 12 meses. Os dados são do Dieese. Entre os vilões do aumento interanual estão a carne, que aumentou 8,38% em relação a novembro de 2012 e é o produto de maior peso no cálculo da cesta (28%), e a farinha de mandioca, que aumentou 52,49%. No mês passado, a cesta básica ficou em R$ 268,34.

Uma soma de fatores gerou o aumento de preço da farinha de mandioca. "Além da estiagem, também houve redução da área plantada e soubemos de casos de praga na plantação", diz Jackeline Natal, supervisora técnica do Dieese. No caso da carne, que aumentou em todas as capitais, ela não soube precisar o fator. "Esse produto sofre com problemas regionais, então cada lugar do País tem um motivo diferente para a alta", explica.

O aumento nos últimos 12 meses desses dois produtos, aliado às elevações de itens como banana (34,31%) e leite (24,91%) – ambas afetadas pela seca – fizeram a cesta básica de novembro ficar 8,18% mais cara que o mesmo mês de 2012, quando custava R$ 248,05.

Segundo Jackeline Natal, um fator que influencia nas variações do preço da cesta é a pouca quantidade de produtos estudados (12). "Então, qualquer variação em um dos produtos acaba gerando uma discrepância considerável", complementa a técnica do Dieese.

No comparativo com outubro, o preço da cesta básica caiu 0,69%, valor considerado de relativa estabilidade. Trata-se de uma continuidade do leve decréscimo registrado em outubro, de 0,8%. "Se as safras continuarem como previsto, a tendência é que a cesta no Recife mantenha a estabilidade mês a mês", diz Jackeline.

Das 18 capitais estudadas pelo Dieese, Recife ficou como a 14ª mais cara. No comparativo com outubro, as maiores elevações ocorreram em Fortaleza (3,47%), Florianópolis e Belo Horizonte (ambas com 2,67%). Além do Recife, tiveram redução no valor da cesta as cidades de Goiânia (3,06%) e Aracaju (1,73%).

Fonte: Jornal do Commercio

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