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Cerco aos aliados em prol da reforma

10 de abril de 2017

Às vésperas de mais uma semana com votações importantes no Congresso como a do projeto que cria o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e trabalhando no convencimento parlamentares para conseguir aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer reuniu-se com aliados na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Também participaram do encontro os ministros Raul Jungmann (Defesa), Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassay (Secretaria de Governo) e Mendonça Filho (Educação). O presidente do Senado, Eunicio Oliveira, e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, também estiveram na reunião.

Temer tem buscado apoio da base para que os partidos fechem questão em relação à reforma da Previdência. O PPS, por exemplo, que tem duas pastas Defesa, com Jungmann, e Cultura, com Roberto Freire, mostrou infidelidade na votação do projeto de terceirização na Câmara, ao lado do próprio PMDB, do PSDB e de outros aliados.

Temer, segundo interlocutores, tem se mostrado "obstinado" pela aprovação da reforma da Previdência. De acordo com o Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, o número de parlamentares contrários à proposta continua em 272, enquanto o dos que são a favor subiu para 99. Ontem à tarde havia 35 indecisos, 61 não quiseram responder, 44 não foram encontrados, e um disse que deve se abster.

Além dos debates em torno da reforma da Previdência, o governo também tem pela frente na Câmara esta semana a votação do texto do projeto que prevê auxílio financeiro para os Estados com dificuldade financeira. A matéria seria apreciada na semana passada, mas diante da possibilidade de o texto não ser aprovado a votação foi transferida para esta semana. Este é o segundo projeto sobre o tema, pois o primeiro foi vetado pelo presidente Michel Temer em razão de o parlamento ter retirado as contrapartidas exigidas pelo governo.

ESTRATÉGIA 
Após fechar um acordo com Temer para alterar cinco pontos da reforma da Previdência, o relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a estratégia é selar um pacto em ato público dos líderes da base aliada em torno de seu parecer na comissão especial.

O governo não quer correr riscos de que destaques apresentados no plenário da Câmara desfigurem a essência do que foi negociado. Maia diz que há um "antes de depois" do relatório e que os parlamentares já mostram menor resistência depois do acordo.

O relator antecipou que pretende incluir uma regra de transição para o fim do acúmulo de pensões e aposentadoria e avisou que não vai aceitar idade mínima diferente para homens e mulheres. Maia afirma ainda que a regra de transição durará mais de 20 anos se for necessário e que vai "aprimorar" o texto da reforma para acabar de vez com a ideia de que será preciso 49 anos de contribuição para se aposentar no Brasil.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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