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Centrais querem “ocupar” Brasília
17 de maio de 2017Enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não define uma data para a votação da Reforma da Previdência no plenário da Casa e a Reforma Trabalhista ainda tramita nas comissões do Senado, as Centrais Sindicais prometem manter a pressão sobre os parlamentares com protestos marcados para a próxima quartas-feira.
Contrários às reformas, as centrais prometem para a próxima semana uma mobilização maior que a Greve Geral de 28 de abril, que paralisou o transporte público e causou transtornos no trânsito de rodovias e nas ruas de diversas capitais do país. “É preciso ampliar a pressão em todos os Estados impedindo os parlamentares de respirar sem que um de nós esteja em seus calcanhares”, afirmou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), por meio de nota.
Além dos protestos nas diversas Unidades da Federação, onde estão as bases eleitorais dos parlamentares, os sindicalistas convocaram para o dia 24 uma “Marcha e Ocupação de Brasília”, com o envio de caravanas de trabalhadores para a capital federal. “E assim como fizemos a maior Greve Geral da história, também faremos a maior manifestação que Brasília já viu”, prometeu o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.
Além da CUT, a Marcha terá a participação de outras organizações sindicais, como Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CSP Conlutas), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Central da Classe Trabalhadora (Intersindical), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Defesa
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, defendeu a reforma trabalhista durante o segundo debate sobre o tema no plenário do Senado, ontem. Ele declarou que as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) vão estimular a geração de empregos e fornecer segurança jurídica para empregadores.
Para Nogueira, os empregadores se sentirão motivados a contratar após a eventual aprovação da reforma. “O trabalhador precisa de emprego, de um endereço para trabalhar. Precisamos nos colocar no lugar do pai de família que hoje de manhã não tinha endereço para trabalhar. Precisamos pensar numa legislação moderna que garanta ao trabalhador os seus direitos que estão no artigo 7º da Constituição e que dão segurança jurídica ao empreendedor”, afirmou.
Ele ressaltou os dados positivos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na manhã de ontem, e que mostram que houve um saldo positivo de 59 mil vagas de emprego geradas em abril.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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